Enquanto Cadu Xavier assegura inexistência de negativação de servidores, parlamentar apresenta dados que apontam casos de nomes incluídos em cadastros de inadimplentes. A discussão ocorreu na Assembleia Legislativa do RN. | Foto: João Gilberto/ALRN
Secretário da Fazenda afirmou à Assembleia Legislativa que atrasos nos repasses de empréstimos consignados não resultaram em negativação, mas deputado Luiz Eduardo cita registros contrários
Publicado 25 de março de 2026 às 13:15
O secretário da Fazenda do RN, Cadu Xavier, afirmou nesta quarta-feira (25), durante sessão da Comissão de Finanças e Fiscalização da Assembleia Legislativa, que não há registro de servidores públicos com o nome negativado devido a atrasos no repasse de empréstimos consignados.
Segundo Xavier, o problema central é o bloqueio de novas operações pelo Banco do Brasil, responsável por quase 90% das consignações do Estado. “Não temos registro de negativação dos servidores. Do ponto de vista de inclusão no Serasa ou SPC, isso não chegou ao Governo do Estado. O que ocorre é o bloqueio do Banco do Brasil para novas operações”, explicou.
O deputado estadual Luiz Eduardo contestou a declaração do secretário, citando registros de servidores negativados, obtidos por meio de sindicatos que representam a categoria. Segundo ele, alguns servidores já recorreram a cartórios para formalizar ações. “Temos relatos de servidores que estão buscando outras linhas de crédito e não conseguem, justamente por estarem negativados”, afirmou o parlamentar.
Em resposta, Cadu Xavier solicitou que os sindicatos repassem as informações ao governo para análise oficial. Ele reforçou que o Estado não possui registros formais de negativação e explicou que os atrasos estão relacionados à frustração de receita prevista no orçamento de 2025.
“O orçamento aprovado previa receita de R$ 15 bilhões, mas houve frustração de cerca de R$ 400 milhões, o que explica os atrasos ao longo do ano”, detalhou.
A Comissão de Finanças aprovou um requerimento que obriga o Estado a fornecer um instrumento oficial de credenciamento das instituições financeiras que operam consignados com servidores estaduais. A medida busca maior transparência e controle sobre os empréstimos descontados em folha.
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