Servidores estão sem acesso a crédito e enfrentam negativação devido à falta de repasse dos empréstimos consignados pelo governo do RN. | Foto:: João Gilberto/ALRN
Comissão da Assembleia reagendou para quarta-feira o depoimento do secretário da Fazenda, que precisa explicar cinco meses sem repasses de consignados aos servidores estaduais do RN
Publicado 19 de março de 2026 às 08:58
A Comissão de Finanças e Fiscalização da Assembleia Legislativa do RN (ALRN) reagendou para a próxima quarta-feira (25) o depoimento do secretário estadual da Fazenda, Cadu Xavier, que vai explicar o atraso no repasse das parcelas dos empréstimos consignados dos servidores estaduais. O adiamento foi solicitado pelo próprio secretário, que alegou necessidade de reorganização da agenda, mas a comissão espera respostas claras sobre a gestão de recursos que somam R$ 600 milhões, não repassados aos bancos há cinco meses.
O atraso tem consequências diretas para os servidores estaduais: mesmo com os valores descontados da folha, os bancos não recebem o pagamento. Isso gera negativação automática e impede que os servidores consigam novos empréstimos ou financiamentos, comprometendo a vida financeira de milhares de pessoas.
Segundo o deputado Luiz Eduardo (SDD), presidente da comissão, “os servidores estão sendo negativados e inibidos de fazer qualquer crédito bancário, porque o governo Fátima não repassa os consignados. Desconta do servidor e se apropria do recurso, não repassando”.
Em agosto de 2025, Cadu Xavier já havia reconhecido os atrasos em audiência na Comissão de Administração da ALRN. Na ocasião, informou que 50 mil servidores tinham algum tipo de consignação, totalizando 259 mil operações por mês, somando cerca de R$ 96 milhões.
A maior parte dos repasses pendentes concentra-se no Banco do Brasil, responsável por 82% do valor, cerca de R$ 73,5 milhões. O secretário justificou que a prioridade do governo é manter a folha salarial em dia, o que atrasaria os pagamentos de consignados.
O encontro entre Cadu Xavier e a comissão terá atenção redobrada. Além do ponto de vista administrativo sobre a crise financeira, o secretário é pré-candidato a governador pelo PT, enquanto a comissão é presidida por um oposicionista e tem maioria de deputados de oposição.
Espera-se que os parlamentares façam questionamentos incisivos sobre a gestão dos recursos e sobre o impacto financeiro direto nos servidores.
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