Países cobram respeito ao direito internacional após operação dos EUA na Venezuela. | Foto: Ana de Oliveira/AIG-MRE
O Brasil, em conjunto com México, Chile, Colômbia, Uruguai e Espanha, divulgou neste domingo (4) um comunicado no qual defende uma solução para a crise na Venezuela sem ingerência externa. A nota foi divulgada após a operação militar dos Estados Unidos, realizada no sábado (3), que resultou na captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro.
No texto, os países manifestam preocupação com qualquer iniciativa que envolva controle governamental externo ou interferência direta na administração do país vizinho, destacando riscos à estabilidade regional.
“Manifestamos nossa preocupação diante de qualquer tentativa de controle governamental, de administração ou apropriação externa de recursos naturais ou estratégicos, o que se mostra incompatível com o direito internacional e ameaça a estabilidade política, econômica e social da região”, afirma o comunicado.
A declaração conjunta faz referência direta à ofensiva militar conduzida pelos Estados Unidos, condenando o uso da força como instrumento de resolução de conflitos políticos internos.
Os países reforçam a defesa do direito internacional, da soberania nacional e da não intervenção, princípios historicamente adotados pela diplomacia brasileira e compartilhados pelos demais signatários da nota.
Após a captura de Maduro, o presidente norte-americano Donald Trump afirmou que os Estados Unidos irão governar a Venezuela durante um período de transição, sem detalhar como essa administração seria conduzida.
Trump também declarou que Washington estará “muito fortemente envolvido” na indústria petrolífera venezuelana, setor estratégico do país, que detém as maiores reservas comprovadas de petróleo do mundo.
As declarações ampliaram a repercussão internacional da crise e motivaram reações diplomáticas de países da América Latina e da Europa.
No comunicado, Brasil, México, Chile, Colômbia, Uruguai e Espanha defendem que qualquer solução para a Venezuela ocorra por meios pacíficos, com respeito às normas internacionais e sem ações que possam agravar a instabilidade política, econômica e social da região.
Os governos informaram que seguem acompanhando os desdobramentos da situação e mantêm diálogo diplomático para avaliar impactos regionais e possíveis medidas futuras.
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