Os dados registrados no site Our World in Data revelam que o Brasil conta com 813 casos confirmados de varíola dos macacos (monkeypox), até esta terça-feira, 26 de julho de 2022. O monitoramento teve início em maio deste ano e, no mundo, já são 18.877 casos confirmados. 

Apesar de também ser uma doença viral, a varíola dos macacos tem um grau de transmissibilidade menor do que a Covid-19 que, por causa da subvariante da Ômicron, a BA.5, considerada supertransmissível, tem aumento significativo com o registro maior do que o dobro do número de casos nos mundos, nos últimos dois meses. Por aqui, foram 30.609 novos casos, na segunda, 25 de julho, de acordo com o Painel Nacional Covid-19 Conass, e 37.914 no dia de ontem, 26 de julho. Mesmo sendo uma doença menos contagiosa, a Organização Mundial da Saúde (OMS) classificou o surto de varíola dos macacos como emergência de saúde pública de importância nacional porque já está claro que, diferente do que aconteceu diante do novo coronavírus, não dá para esperar a situação piorar para que as medidas necessárias sejam adotadas.

Porém, apesar de todos os ensinamentos trazidos pela pandemia da Covid-19, especialistas têm destacado em entrevistas à imprensa nacional que a alta dos casos no Brasil é resultado da falta de coordenação do Ministério da Saúde na definição de uma estratégia nacional para lidar com a doença e alertar a população sobre as formas de contágio. Exemplo disso é o site que registra o número de casos no país, mantido pelo Governo Federal, que teve a última atualização em 29 de junho de 2022.

Ao testemunhar o aumento dos casos de dengue e outras doenças virais, é preciso lembrar o que a chegada do novo coronavírus nos mostrou a necessidade de cada um fazer a sua parte, por si mesmo e pelo todo. Assim, além de manter atualizado o cartão de vacina contra a Covid-19, é preciso atualizar o protocolo de imunização, inclusive de adultos, em relação a outras doenças, que seguem circulando entre nós e para as quais existe prevenção. 

Diferente do que acontece em quase todos os países do mundo, no Brasil, toda a população pode se vacinar gratuitamente nas mais de 38 mil salas de vacinação localizadas nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) em todo o território nacional que integram o Sistema Único de Saúde (SUS). São mais de 20 tipos de vacinas disponíveis.

Mesmo para quem não tem mais o cartão de vacinação, basta comparecer a um posto de saúde e informar aos profissionais que quer atualizar o protocolo de imunização. Para os adultos, o calendário inclui vacinas contra Hepatite B, Difteria, Tétano, Febre Amarela, Sarampo, Caxumba e Rubéola, além da vacina contra Influenza que conta com campanha anual. 

A Covid-19 é um exemplo concreto de que não existe solução individual para o problema que é coletivo e, justamente por isso, todos nós precisamos fazer a nossa parte. Por isso, vacine-se.