Cólicas incapacitantes, dor pélvica frequente, desconforto durante a relação sexual e fluxo menstrual intenso não devem ser tratados como parte “normal” do ciclo. O Março Amarelo, mês de conscientização sobre a endometriose, chama atenção para os sinais da doença inflamatória crônica que atinge aproximadamente 7 milhões de mulheres no Brasil.
Mesmo com sintomas que impactam diretamente a qualidade de vida, o diagnóstico ainda pode levar mais de sete anos. A demora, segundo especialistas, está ligada à naturalização da dor menstrual.
De acordo com a médica especialista em reprodução assistida, Dra. Maria Luísa Capriglione, muitas pacientes aprendem a conviver com o desconforto sem buscar investigação adequada. “A mulher é ensinada a aceitar a dor como parte do ciclo menstrual. Mas cólica que limita a rotina não é normal e precisa ser avaliada”, afirma.
Foto: Divulgação
Além da dor, a endometriose pode afetar ovários e trompas, comprometendo a fertilidade. Em muitos casos, o diagnóstico acontece apenas quando a paciente procura ajuda por dificuldade para engravidar.
O Março Amarelo reforça a importância da informação e do acompanhamento médico. Identificar a doença precocemente permite controlar os sintomas, preservar a fertilidade e evitar complicações futuras.
Dor persistente é sinal de alerta. Procurar avaliação especializada pode fazer diferença no diagnóstico e na qualidade de vida.
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