Apesar do PIB, alta na inflação é o que realmente é sentida pela população quando se fala em economia

Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) foi de 0,83% em maio, 0,52 ponto percentual acima da taxa de abril, que registrou alta de 0,31%.

Esse é o maior resultado para um mês de maio desde 1996, quando a inflação foi de 1,22%.

Em 2021, o índice acumula alta de 3,22% e, nos últimos 12 meses, de 8,06%, acima do teto da inflação definido pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), do Banco Central (BC).

Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (9/6) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Mercado prevê inflação de 5,44% para 2021, acima do teto da meta

A projeção do mercado financeiro para 2021 está acima do teto da meta estipulado pelo Banco Central. De acordo com o Relatório Focus divulgado nesta segunda-feira (7/6), o índice de preços do consumidor amplo (IPCA) foi alterado pelos economistas de 5,31% para 5,44%. Há um mês, estava em 5,06%. O mercado também previu que o Produto Interno Bruto (PIB) ficará acima de 4% para este ano.

O centro da meta perseguido pela instituição, no entanto, é de 3,75%, podendo variar entre 2,25% e 5,25%. O secretário de Política Econômica do Ministério da Economia, Adolfo Sachsida, prometeu na semana passada que o país terminará o ano “com a inflação dentro da meta”, em 5,1%, mas alertou que as piores altas nos preços acontecerão em junho e julho.

No caso do PIB, que é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país, os economistas subiram a estimativa para alta de 3,96% para 4,36%. Essa foi a sétima alta seguida do indicador. Para 2022, a previsão de alta do PIB é de 2,25% para 2,31%.

Apesar da economia ter mostrado reação nos últimos meses diante da pandemia da Covid-19, o mercado continua atento às projeções, que podem ser alteradas instantaneamente em caso de recrudescimento da doença com uma possível terceira onda.

Com informações do portal Metrópoles