Movimento de Kleber Rodrigues acelera rearranjo eleitoral no RN e pressiona o governo estadual a definir critérios de fidelidade política. | Foto: Eduardo Maia/ALRN
O anúncio do deputado estadual Kleber Rodrigues (PSDB) de que apoiará o prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União Brasil) para o Governo do RN e Fátima Bezerra (PT) para o Senado não é apenas mais uma declaração eleitoral. O gesto antecipa o clima de 2026 e expõe, de forma clara, o novo tabuleiro político que começa a se formar no estado, com alianças cruzadas e disputas silenciosas por poder e espaço.
Kleber se torna o primeiro parlamentar a declarar apoio público a Allyson nesta nova fase da pré-campanha. Ao mesmo tempo, reafirma alinhamento com Fátima na corrida pelo Senado, adotando uma estratégia que vem sendo discutida nos bastidores e que tende a se espalhar entre lideranças políticas potiguares.
De acordo com informações divulgadas pela jornalista Anna Ruth Dantas, da 98 FM Natal, o movimento do deputado está diretamente ligado a um projeto maior: a disputa pela presidência da Assembleia Legislativa. A sinalização de apoio ao prefeito de Mossoró faz parte de um cálculo político que envolve a futura composição de forças no Executivo e no Legislativo estaduais.
Outro passo já definido por Kleber é a mudança partidária. O deputado confirmou que irá deixar o PSDB e se filiar ao Progressistas (PP), aproveitando a janela partidária que se abre no fim de março. A sigla reúne nomes de peso no estado, como João Maia, Robinson Faria e Benes Leocádio, todos cotados para a disputa por vagas na Câmara dos Deputados.
Em entrevista recente à 98 FM, Kleber também confirmou que os três devem integrar a nominata da federação União Progressistas, reforçando o bloco para a eleição proporcional e ampliando o peso político do grupo nas articulações para 2026.
Esse novo desenho de alianças levanta um ponto sensível: como o governo do Estado irá tratar aliados que declaram apoio à candidatura de Fátima ao Senado, mas optam por outros nomes na disputa pelo governo. A prioridade do PT, já assumida publicamente, é garantir a eleição da governadora, o que pode relativizar a exigência de fidelidade à chapa completa.
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