A Anvisa autorizou novas indicações de dois medicamentos usados contra o câncer — e isso muda o tratamento de ovário e estômago no Brasil. | Foto: Reprodução
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou novas indicações para dois medicamentos usados no tratamento do câncer. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União nesta segunda-feira (23) e amplia as opções terapêuticas para pacientes com câncer de ovário e câncer gástrico no Brasil.
A liberação envolve os imunoterápicos Keytruda® (pembrolizumabe) e Imfinzi (durvalumabe), já registrados no país, mas que agora passam a atender novos perfis de pacientes. A mudança impacta diretamente pessoas em tratamento oncológico e equipes médicas que atuam na linha de frente da doença.
O Keytruda®, registrado no Brasil desde 2022, já era utilizado isoladamente em casos de melanoma metastático ou irressecável. Com a nova autorização, o medicamento poderá ser indicado para pacientes com carcinoma epitelial de ovário resistente à platina.
Nesse novo cenário, o uso será feito em combinação com a quimioterapia padrão, com ou sem bevacizumabe. A ampliação representa mais uma alternativa terapêutica para um tipo de câncer que costuma apresentar resistência a tratamentos convencionais.
Já o Imfinzi teve sua indicação estendida para pacientes com adenocarcinoma gástrico ou da junção gastroesofágica que sejam passíveis de cirurgia. O medicamento será utilizado em associação com a quimioterapia FLOT, esquema padrão nesses casos.
Antes da ampliação, o Imfinzi era indicado principalmente para pacientes com carcinoma urotelial localmente avançado ou metastático, sobretudo quando a doença apresentava progressão durante ou após tratamentos à base de platina.
Com as novas indicações, médicos passam a contar com mais ferramentas no tratamento de tumores agressivos, especialmente em estágios que exigem abordagens combinadas. Para os pacientes, a decisão da Anvisa significa acesso ampliado a terapias já avaliadas e aprovadas no país.
As autorizações não criam novos medicamentos, mas ampliam oficialmente as possibilidades de uso dentro do sistema de saúde brasileiro, respeitando critérios técnicos e científicos definidos pela agência reguladora.
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