Regras da aposentadoria ficam mais duras em 2026: idade mínima e pontos sobem, atrasando o benefício e exigindo planejamento detalhado dos segurados. | Foto: Divulgação

Economia

Previdência Ano novo, aposentadoria mais difícil: veja o que muda em 2026

A partir de 1º de janeiro, trabalhadores e professores enfrentarão regras mais rígidas no INSS, com aumento da idade mínima e dos pontos necessários para se aposentar

por: NOVO Notícias

Publicado 1 de janeiro de 2026 às 09:56

2026 começa com mudanças importantes para quem planeja se aposentar pelo INSS. A próxima etapa das transições da reforma da Previdência de 2019 eleva a idade mínima e os pontos exigidos, tornando a aposentadoria mais distante para trabalhadores e professores.

As alterações são automáticas e não dependem de nova lei. Estão previstas na Emenda Constitucional nº 103 e entram em vigor em 1º de janeiro. Quem ainda não cumpriu os requisitos até o fim de 2025 precisará contribuir por mais tempo, reduzindo a chance de aposentadoria antecipada.

Idade mínima progressiva

  • Mulheres: passam de 59 anos para 59 anos e 6 meses, com 30 anos de contribuição;
  • Homens: sobem de 64 anos para 64 anos e 6 meses, com 35 anos de contribuição.

O aumento de seis meses seguirá até que as idades definitivas sejam alcançadas: 62 anos para mulheres e 65 anos para homens.

Sistema de pontos

No modelo de pontos, a aposentadoria depende da soma da idade e do tempo de contribuição. Em 2026, os valores sobem:

  • Mulheres: 93 pontos, com mínimo de 30 anos de contribuição;
  • Homens: 103 pontos, com mínimo de 35 anos de contribuição.

Em 2025, eram necessários 92 pontos para mulheres e 102 para homens.

Regras de pedágio

O pedágio continua válido apenas para quem estava próximo da aposentadoria em 2019. Exige um período extra de contribuição, mas atende cada vez menos pessoas.

Cálculo do benefício

O método de cálculo não muda: considera todas as contribuições da vida profissional, respeitando o teto do INSS. O percentual aplicado cresce conforme o tempo total de contribuição. Especialistas reforçam que o planejamento previdenciário é essencial: revisar o CNIS, checar lacunas e períodos especiais, como trabalho rural, insalubre ou militar, ajuda a evitar surpresas no pedido de aposentadoria.

Professores da educação básica

Têm direito a regras especiais, mas seguem critérios semelhantes:

  • Idade mínima progressiva: mulheres com 54 anos e 6 meses e 25 anos de magistério; homens com 59 anos e 6 meses e 30 anos de magistério;
  • Sistema de pontos: mulheres precisam atingir 88 pontos e homens 98, considerando tempo de magistério e idade mínima.

As regras de transição seguirão aumentando gradualmente até 2033, quando se estabilizarão.

Contexto da reforma

A reforma da Previdência de 2019 visou conter o crescimento dos gastos públicos e equilibrar as contas. Acabou com a aposentadoria apenas por tempo de contribuição e instituiu idade mínima obrigatória, com regras de transição progressivas. Além disso, passou a considerar 100% das contribuições para calcular o valor do benefício, sem descartar os menores salários, impactando o valor de algumas aposentadorias.

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