Adriano Gomes lutava contra um câncer ósseo desde 2024. Ele conquistou um ouro, cinco pratas e três bronzes em jogos paralímpicos. Foto: Instagram
Atleta possuía nove medalhas paralímpicas em seis participações (Atlanta 1996, Sydney 2000, Atenas 2004, Pequim 2008, Londres 2012 e Rio 2016). Segundo o CPB, ele está entre os maiores medalhistas do Brasil em Jogos Paralímpicos
Publicado 8 de fevereiro de 2026 às 10:08
O ex-nadador paralímpico Adriano Gomes, medalhista em jogos paralímpicos e um dos pioneiros do paradesporto no RN, morreu no sábado (7) aos 52 anos. Ele lutava contra um câncer ósseo desde 2024. Adriano conquistou um ouro, cinco pratas e três bronzes nos jogos Paralímpicos de Atlanta (1996), Sydney (2000), Atenas (2004), Pequim (2008), Londres (2012) e Rio de Janeiro (2016). Ele é considerado pelo Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) como um dos grandes medalhistas brasileiros.
O velório será neste domingo (8) na Avenida Nascimento de Castro, 83, bairro de Dix-sept Rosado. O horário ainda está sendo definido. A missa de corpo presente será às 14h, na Paróquia Jesus Bom Pastor. E o enterro será às 16h30, no Cemitério do Bom Pastor.
Adriano começou na natação como um processo de reabilitação após um acidente que o deixou paraplégico aos 17 anos, enquanto trabalhava em uma obra, caindo de um telhado. Possuía nove medalhas paralímpicas em seis participações (Atlanta 1996, Sydney 2000, Atenas 2004, Pequim 2008, Londres 2012 e Rio 2016).
Segundo o CPB, ele está entre os maiores medalhistas do Brasil em Jogos Paralímpicos. Participou ainda de cinco edições de Jogos Parapan-americanos, conquistando 30 medalhas. Tem ainda 12 medalhas em Mundiais de natação.
Principais conquistas: Medalha de bronze nos 50m livre nos Jogos Paralímpicos de Atlanta 1996; prata nos 100m livre, no revezamento 4x50m medley Sidney e no revezamento 4x50m livre, além do bronze no revezamento 4x100m livre nos Jogos de Sidney 2000; ouro no revezamento 4x50m medley e prata no revezamento 4x50m livre em Atenas 2004; e prata no revezamento 4x50m livre e bronze no revezamento 4x50m medley em Pequim 2008.
A Sociedade Amigos do Deficiente Físico do RN (Sadef) e o CPB emitiram notas de pesár pela morte deAdriano Gomes. Confira abaico a íntegra das duas notas:
CPB
É com extremo pesar que o Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) comunica o falecimento do ex-nadador potiguar Adriano Gomes de Lima, 52, neste sábado, 7. O ex-atleta tratava um sarcoma (câncer ósseo) desde 2024.
Adriano está entre os grandes medalhistas paralímpicos da história do Brasil, com um ouro, cinco pratas e três bronzes, conquistadas em seis edições dos Jogos (atlanta 1996, Sydney 2000, Atenas 2004, Pequim 2008, Londres 2012 e Rio 2016).
O potiguar esteve entre os atletas homenageados pelo Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) em 2025 durante as comemorações dos 30 anos da entidade, em razão de sua contribuição para o desenvolvimento do paradesporto no Brasil.
Convidado para a cerimônia de abertura do Meeting Paralímpico Loterias Caixa de Natal em junho,ele celebrou o desenvolvimento do Movimento Paralímpico no Brasil e da disseminação de oportunidades para novos atletas em todo o território nacoinal. “Eu comecei a nadar em 1993, dois anos antes da fundação do CPB, então faço parte desta história. Digo que não é por acaso que o Brasil estar sempre entre os 10 melhores nos Jogos Paralímpicos, pois há um investimento muito importante sendo feito no desenvolvimento do esporte paralímpico. É um privilégio ter o CPB promovendo competições de alto nível com grande estrutura em todo o Brasil. Sabemos que destes eventos surgirão grandes atletas que representarão o país em 2028 e nas próximas edições dos Jogos Paralímpicos”, disse Adriano, que também esteve no Meeting Paralímpico Loterias Caixa de São Paulo em agosto.
Adriano chegou à natação em busca de reabilitação após cair de um telhado em meio a uma obra quando tinha 17 anos.
Sadef
“A Sadef manifesta seu profundo pesar pela morte do paratleta da natação Adriano Gomes de Lima, ocorrida neste sábado, dia 7.
Adriano Gomes foi um dos precursores do paradesporto no RN. Com mais de 30 anos de carreira nas piscinas, esteve em seis Paralímpiadas (1996, 2000, 2004, 2008, 2012 e 2016), nas quais conquistou nove medalhas (um ouro, cinco pratas e três bronzes). No ano passado, na celebração dos 30 anos do Comitê Paralímpico Brasileiro, Adriano foi um dos 12 homenageados por suas trajetórias e por ajudarem a construir a grandeza do esporte paralímpico no país.
A natação entrou na vida de Adriano aos 17 anos, como processo de reabilitação após um acidente de trabalho que o deixou paraplégico. Além das participações e medalhas em Paralimpíadas, Adriano disputou ainda cinco edições de Jogos Parapan-americanos, conquistando 30 medalhas. Tem também 12 medalhas em Mundiais de natação.
“Adriano nadou pela Sadef no começo dos anos 90, e durante toda a sua carreira, levou o RN e o Brasil ao pódio em competições ao redor do mundo. Deixa um legado imenso para as gerações de paratletas que vieram depois e para as que ainda estão por vir”, lamenta Dario Gomes, presidente da Sadef.

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