Unidades prisionais de Mossoró registraram centenas de atendimentos médicos no fim de semana | Foto: Reprodução

Cotidiano

SURTO Cerca de 500 presos passam mal em Mossoró; refeições servidas nos presídios são investigadas

Casos foram registrados em duas unidades prisionais da cidade; amostras das refeições foram recolhidas para análise e causa do surto segue em apuração

por: NOVO Notícias

Publicado 22 de junho de 2026 às 11:15

Cerca de 500 internos de unidades prisionais de Mossoró apresentaram sintomas gastrointestinais entre sexta-feira (19) e o fim de semana, segundo informações divulgadas pela Secretaria Estadual da Administração Penitenciária (Seap). Os detentos relataram quadros de diarreia, vômitos e febre, e receberam atendimento médico dentro das próprias unidades.

Os casos foram registrados na Cadeia Pública Manoel Onofre de Souza e no Complexo Penal Estadual Agrícola Dr. Mário Negócio. Juntas, as duas unidades abrigam aproximadamente 1.500 pessoas privadas de liberdade.

Diante da quantidade de ocorrências, a Secretaria Municipal de Saúde foi acionada para reforçar a assistência aos internos. Ao todo, 12 profissionais, entre médicos, enfermeiros e técnicos de enfermagem, participaram dos atendimentos realizados ao longo do fim de semana.

Segundo a Seap, os pacientes receberam hidratação, medicação e acompanhamento clínico. Não houve necessidade de transferência em massa para hospitais da rede pública, já que o atendimento ocorreu dentro dos próprios estabelecimentos penais.

Autoridades investigam a causa e analisam amostras das refeições servidas. | Foto: Reprodução/Mossoró Hoje

A principal linha de investigação considerada pelas autoridades é uma possível intoxicação alimentar. No entanto, a causa do surto ainda não foi confirmada. De acordo com a Seap, amostras das refeições servidas aos internos foram recolhidas e encaminhadas para análise laboratorial.

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Além disso, a Vigilância Sanitária foi acionada para realizar inspeções nas unidades. A administração penitenciária também informou que registrou boletim de ocorrência e determinou o acompanhamento do caso por equipes responsáveis pela fiscalização do contrato de alimentação.

Em nota, a Seap afirmou que todas as medidas necessárias para garantir a assistência aos internos foram adotadas e que a origem dos sintomas segue sendo apurada. Os resultados dos exames deverão indicar se os casos têm relação com contaminação alimentar, agentes bacterianos, vírus ou outros fatores.

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