O Hospital Metropolitano está orçado em mais de R$ 200 milhões
O projeto do Hospital Metropolitano do Rio Grande do Norte segue avançando em Emaús, na Grande Natal, e mantém a previsão de conclusão em dois anos. Considerada uma das principais obras da saúde pública potiguar nas últimas décadas, a unidade terá foco em traumato-ortopedia e neurocirurgia, com o objetivo de desafogar a demanda atualmente concentrada no Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel.
De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap), a fase de preparação do terreno registra avanços significativos. A construção do canteiro de obras, que inclui escritórios, área de refeições, almoxarifados e banheiros, está com cerca de 90% dos serviços concluídos. Já as escavações e a terraplenagem das áreas destinadas à implantação da estrutura hospitalar atingiram aproximadamente 90% de execução.
Outra etapa em andamento é a escavação da área do pavimento semienterrado, que já alcançou 50% de conclusão. Paralelamente, equipes técnicas realizam análises dos quantitativos necessários para o início das fundações profundas, por meio da instalação de estacas, previsto para ocorrer ainda este mês.
As obras do Hospital Metropolitano começaram oficialmente em 19 de fevereiro deste ano, uma semana após a assinatura da ordem de serviço. O empreendimento está orçado em R$ 200 milhões e integra o conjunto de investimentos viabilizados pelo Governo do Estado junto ao Governo Federal, por meio do Novo PAC.
Segundo a Sesap, o cronograma inicial permanece inalterado. A secretaria ressalta, contudo, que uma nova avaliação será realizada em breve, após uma readequação técnica do planejamento da obra. Ainda assim, a expectativa continua sendo a de entrega dentro do prazo originalmente previsto.
Quando estiver em funcionamento, o Hospital Metropolitano contará com 350 leitos distribuídos entre Unidades de Terapia Intensiva (UTIs), enfermarias clínicas e cirúrgicas, além de outras especialidades. A estrutura também incluirá um centro cirúrgico com 14 salas, setor de hemodinâmica e um centro de diagnóstico por imagem equipado com dois tomógrafos.
A expectativa é de que a nova unidade represente uma mudança significativa na organização da rede estadual de saúde, absorvendo parte da demanda de pacientes vítimas de traumas e de casos neurológicos complexos, que atualmente sobrecarregam o Walfredo Gurgel.
Após a conclusão da obra física, o início das atividades dependerá da instalação dos equipamentos e da obtenção das licenças exigidas pelos órgãos competentes nas esferas municipal, estadual e federal.
Entre os documentos necessários estão o Alvará da Vigilância Sanitária, o Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB), a Licença Ambiental, o Alvará da Prefeitura e o Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES).
Em relação à aquisição de equipamentos e à contratação de profissionais, a Sesap informou que essas etapas serão conduzidas em momento oportuno, à medida que a construção se aproxime da fase final.
Considerado um dos maiores investimentos recentes na área da saúde pública potiguar, o Hospital Metropolitano é apontado pelo Governo como uma resposta a uma demanda histórica da população por ampliação da capacidade de atendimento hospitalar de alta complexidade no Estado. A obra, segundo a gestão estadual, representa um passo importante para a modernização e a reorganização da rede pública de saúde do Rio Grande do Norte.
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