Documentário potiguar "As Dançadeiras de São Gonçalo" é um dos cinco finalistas de concurso nacional de audiovisual
Dirigido por Jorge Andrade, filme sobre mulheres quilombolas de Portalegre concorre na categoria Reportagem Audiovisual do Concurso Dom Phillips e Bruno Pereira
Publicado 11 de junho de 2026 às 10:23
O documentário potiguar As Dançadeiras de São Gonçalo está entre os cinco finalistas da categoria Reportagem Audiovisual do Concurso Dom Phillips e Bruno Pereira de Jornalismo e Comunicação em Defesa do Meio Ambiente e dos Direitos dos Povos Indígenas e Comunidades Tradicionais. A seleção foi divulgada pelo Governo Federal na última terça-feira (9) e coloca o filme independente do Rio Grande do Norte entre os destaques nacionais da premiação, ao lado de grande produções.
Dirigido por Jorge Andrade, o documentário retrata a tradição da Dança de São Gonçalo mantida pelas mulheres da comunidade quilombola Pêga, em Portalegre, no Alto Oeste potiguar. Na categoria audiovisual, apenas cinco trabalhos foram selecionados como finalistas em todo o país.
O concurso homenageia o jornalista britânico Dom Phillips e o indigenista Bruno Pereira, reconhecendo iniciativas de comunicação voltadas à proteção do meio ambiente, dos povos indígenas e das comunidades tradicionais. Nesta primeira edição, o certame recebeu mais de 900 inscrições de diferentes regiões do Brasil.
Para Jorge Andrade, a indicação representa um reconhecimento importante não apenas para o filme, mas para as mulheres que mantêm viva a tradição retratada na obra.
“É uma alegria muito grande ver a história dessas mulheres chegar tão longe. O filme nasceu de uma relação de confiança construída com a comunidade e do desejo de preservar a memória de uma tradição que atravessa gerações. Estar entre os finalistas de uma premiação nacional como essa mostra a força dessas histórias e a importância de que elas continuem sendo contadas”, afirma o diretor.
Finalizado em 2024, As Dançadeiras de São Gonçalo acompanha uma manifestação cultural centenária que, no Rio Grande do Norte, permanece viva apenas nas comunidades quilombolas de Portalegre. A produção propõe uma narrativa construída a partir da escuta e das vivências das próprias mulheres que preservam a tradição, destacando aspectos como memória, pertencimento, identidade e continuidade cultural.
Antes de iniciar sua circulação em festivais, o documentário foi exibido nas próprias comunidades participantes. Desde então, a obra vem ampliando sua trajetória, com seleções para festivais de cinema e mostras audiovisuais no Brasil, incluindo a Mostra de Cinema de Gostoso e a programação da plataforma Itaú Cultural Play.
Confira lista de todos os finalistas:
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