Após condenação por dívida com Taty Girl, Álvaro diz que Paulinho deve decidir pagamento. | Foto: Reprodução
Ex-prefeito reconhece pendência relacionada a show realizado no fim de sua gestão e afirma que cabe à atual gestão definir a quitação da dívida
Publicado 10 de junho de 2026 às 13:30
O ex-prefeito de Natal, Álvaro Dias (PL), reconheceu nesta quarta-feira (10) a existência da dívida de R$ 300 mil referente ao show da cantora Taty Girl realizado no fim de sua gestão, mas afirmou que caberá ao prefeito Paulinho Freire (União Brasil) definir como e quando será feito o pagamento.
A declaração foi dada após a Justiça condenar o Município de Natal a pagar R$ 300 mil à empresa da artista por uma apresentação realizada na programação do Natal em Natal 2024. O valor ainda será corrigido pela Taxa Selic, além dos honorários advocatícios fixados na sentença.
Questionado sobre o caso, Álvaro alegou que o show ocorreu em 31 de dezembro de 2024, último dia de seu mandato, e afirmou que não teria como efetuar o pagamento antes de deixar o cargo. “O show dela foi dia 31. Foi meu último dia de mandato. Como é que eu podia pagar o contrato dela?”, disse, em entrevista à 97 FM.
Apesar da justificativa, o ex-prefeito admitiu a existência da pendência financeira. “A dívida existe, deve ser honrada”, afirmou. Em seguida, direcionou a questão para a atual gestão: “Isso aí você deve perguntar a ele quando é que ele pretende pagar”, disse, em referência ao prefeito Paulinho Freire.
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Segundo o processo judicial, a empresa responsável pela artista apresentou o contrato e os registros da apresentação. A sentença destaca que o Município não comprovou o pagamento do cachê e, por isso, foi condenado pela 4ª Vara da Fazenda Pública de Natal.
O caso envolve uma apresentação realizada durante o Festival Vem Verão, em Ponta Negra, dentro da programação de encerramento da gestão Álvaro Dias.
A cobrança de Taty Girl não é a única relacionada a shows realizados no período. Neste ano, o cantor Beto Barbosa também afirmou publicamente que não recebeu o cachê por uma apresentação realizada no réveillon promovido pela Prefeitura de Natal, referente à virada de 2024 para 2025.
Com a decisão judicial, a obrigação de pagamento recai sobre o Município de Natal. Como a condenação prevê correção monetária e honorários advocatícios, o valor final poderá superar os R$ 300 mil originalmente previstos no contrato.
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