Foto: PF
As apurações também indicam que as mulheres eram transferidas entre unidades localizadas no Rio Grande do Norte, na Paraíba e em Pernambuco, o que reforça a suspeita de atuação interestadual da organização criminosa
Publicado 10 de junho de 2026 às 09:34
A Polícia Federal deflagrou, nesta quarta-feira (10), a Operação Donos da Noite para investigar um suposto esquema interestadual de tráfico de mulheres para exploração sexual com atuação no Rio Grande do Norte, Paraíba e Pernambuco.
A ação foi realizada em conjunto com o Ministério Público Federal (MPF), o Ministério Público do Trabalho (MPT) e o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Durante a operação, foram cumpridos mandados de busca e apreensão e realizadas fiscalizações em estabelecimentos suspeitos de envolvimento com tráfico de pessoas e submissão de vítimas a condições análogas à escravidão.
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De acordo com a Polícia Federal, as investigações apontam que mulheres em situação de vulnerabilidade eram exploradas sexualmente em estabelecimentos administrados pelo grupo investigado. As vítimas seriam submetidas a mecanismos de controle, como dívidas, metas de consumo e aplicação de multas, dificultando o desligamento das atividades.
As apurações também indicam que as mulheres eram transferidas entre unidades localizadas no Rio Grande do Norte, na Paraíba e em Pernambuco, o que reforça a suspeita de atuação interestadual da organização criminosa.
O caso começou a ser investigado após informações levantadas pela Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM) de Guarabira, na Paraíba. A partir dos indícios identificados, a investigação passou para a competência da Justiça Federal e foi aprofundada pela Polícia Federal.
Além do cumprimento das medidas judiciais, equipes da força-tarefa realizaram inspeções nos locais investigados para identificar possíveis vítimas de tráfico de pessoas e de trabalho em condições análogas à escravidão. A ação também busca viabilizar resgates e encaminhamentos aos órgãos de proteção.
Durante a operação, os agentes apreenderam documentos, equipamentos eletrônicos, registros financeiros e outros materiais que poderão auxiliar na comprovação dos crimes investigados e no avanço das apurações.
Segundo a Polícia Federal, os investigados poderão responder por crimes como tráfico de pessoas, redução à condição análoga à de escravo, manutenção de casa de prostituição e rufianismo, além de outros delitos que possam ser identificados ao longo da investigação.
As investigações seguem em andamento para esclarecer a dimensão da atuação do grupo e identificar todos os envolvidos no esquema.
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