SMS estima início das atividades após conclusão de obras complementares. | Foto: Divulgação
Prefeitura de Natal prevê início dos atendimentos em agosto de 2026; entregue em dezembro de 2024, unidade aguarda a conclusão da instalação dos equipamentos e a formação das equipes multiprofissionais para entrar em operação
Publicado 8 de junho de 2026 às 15:30
Um ano e meio após ser inaugurado oficialmente pelo ex-prefeito Álvaro Dias (PL), o Hospital Municipal de Natal, em Cidade Satélite, na Zona Sul da capital, tem uma nova previsão para iniciar os atendimentos. De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde (SMS), os primeiros acolhimentos devem começar em agosto, marcando a entrada gradual da unidade na rede pública de saúde do município.
Com a nova previsão, o hospital deverá começar a funcionar cerca de 20 meses após a inauguração oficial, realizada em dezembro de 2024.
O projeto de construção da unidade foi dividido em duas etapas. Para viabilizar o início da operação da primeira fase, a Prefeitura precisou antecipar serviços que estavam previstos apenas para a segunda etapa, incluindo a construção de dois centros cirúrgicos que atenderão todo o complexo hospitalar. Segundo a SMS, a obra está na fase final de conclusão.
A proposta da nova unidade é ampliar a oferta de leitos e serviços hospitalares para a população de Natal, contribuindo para reduzir a sobrecarga nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e nos demais prontos-socorros da capital.
Inaugurado oficialmente em 30 de dezembro de 2024, o hospital ainda não entrou em funcionamento e segue passando por ajustes técnicos e preparação operacional.
A previsão inicial era de que a unidade começasse a operar nos primeiros meses de 2025, mas pendências estruturais impediram a abertura. A primeira etapa conta com 90 leitos de enfermaria e 10 de Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
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A segunda fase da obra prevê a ampliação da capacidade da unidade, com novos leitos, maternidade e centro cirúrgico completo. Quando concluído, o Hospital Municipal terá 266 leitos, sendo 40 para UTIs neonatal, pediátrica e geral. O investimento total nas duas etapas é estimado em R$ 188 milhões.
A estrutura já conta com farmácia, centro de diagnóstico por imagem, lavanderia e cozinha instalados. No entanto, a Prefeitura ainda não definiu o modelo de gestão da unidade nem apresentou um plano para contratação de pessoal. Também não há detalhamento oficial sobre a possível transferência de equipes e serviços de outras unidades da rede municipal, como o Hospital dos Pescadores e a Maternidade Araken Pinto.
Segundo a SMS, a abertura depende da conclusão da instalação dos equipamentos e da formação das equipes multiprofissionais, incluindo médicos, enfermeiros e profissionais de apoio. A expectativa é que o funcionamento ocorra de forma gradual, com os atendimentos regulados por encaminhamentos de unidades municipais.
Quando estiver em pleno funcionamento, ele oferecerá pronto-atendimento, maternidade, especialidades médicas e serviços de diagnóstico por imagem.
Para garantir a conclusão da primeira etapa e a aquisição dos equipamentos necessários ao funcionamento da unidade, a Prefeitura assinou, em janeiro deste ano, um novo contrato de financiamento junto à Caixa Econômica.
O empréstimo, no valor de R$ 190 milhões, foi viabilizado por meio do programa Financiamento à Infraestrutura e ao Saneamento (Finisa).Segundo a gestão, os recursos serão destinados tanto à finalização das obras quanto à estruturação operacional do hospital, considerado um dos principais projetos para ampliar a capacidade da rede pública de saúde da capital potiguar.
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