Carne bovina brasileira ampliou espaço no mercado chinês nos últimos anos | Foto: Reprodução
Os Estados Unidos elevaram o tom contra o agronegócio brasileiro e afirmaram, em relatório divulgado nesta terça-feira (2), que parte do crescimento das exportações de carne bovina do Brasil para a China representaria uma “concorrência desleal” para os produtores americanos. As informações são da CNN.
O documento é do Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR), que investiga práticas ligadas a trabalho forçado em dezenas de países. Segundo o órgão, as exportações brasileiras de carne congelada cresceram fortemente entre 2015 e 2025, enquanto as vendas americanas avançaram em ritmo bem menor.
O relatório sustenta que há dificuldades de rastrear possíveis casos de trabalho forçado na cadeia da carne bovina brasileira, citando o que chamou de “lavagem de gado”. Ainda assim, o USTR afirma que isso não impediria a conclusão de que exportações americanas teriam sido prejudicadas pela concorrência do produto brasileiro no mercado chinês.
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O próprio órgão americano reconhece, porém, que outros fatores também influenciaram essa disputa comercial, como tarifas impostas pela China aos EUA e diferenças no tamanho dos rebanhos dos dois países.
A pressão ocorre em meio a novas investigações comerciais abertas pelos Estados Unidos. O Brasil aparece entre 54 economias citadas pelo relatório por, segundo o USTR, não aplicarem de forma eficaz barreiras contra produtos associados a trabalho forçado.
O embate surge num momento favorável ao agro brasileiro. Em 2025, as exportações do agronegócio nacional para a China superaram US$ 50 bilhões. Nesta semana, o governo chinês ainda reconheceu o Brasil como país livre de febre aftosa, medida que tende a ampliar o espaço da carne brasileira naquele mercado.
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