Flávio Bolsonaro rebate discurso de Lula e tenta associar presidente à defesa de criminosos

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Política Flávio Bolsonaro rebate discurso de Lula e tenta associar presidente à defesa de criminosos

Senador rebateu o uso do termo “nossos criminosos” pelo presidente; Governo Federal mantém divergência diplomática sobre designação norte-americana

por: NOVO Notícias

Publicado 29 de maio de 2026 às 23:58

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) rebateu, nesta sexta-feira (29), declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre a classificação das facções Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas. O parlamentar, que é pré-candidato à Presidência, criticou o uso do termo “nossos criminosos” por parte do chefe do Executivo.

A fala de Lula ocorreu durante um discurso em Sergipe. O presidente reagiu à notícia de que o secretário dos Estados Unidos, Marco Rubio, designou as facções brasileiras como terroristas, indicando a possibilidade de intervenção estrangeira. Lula afirmou que os grupos são terroristas para a sociedade brasileira e para a população das periferias, mas defendeu que o combate deve ser realizado internamente pelas autoridades nacionais.

Flávio Bolsonaro associou a terminologia utilizada pelo presidente a uma suposta defesa de criminosos. O senador argumentou que a soberania a ser defendida é a das pessoas que vivem sob o domínio do que classificou como “narcoterroristas”. Ele apoia a designação proposta pelos Estados Unidos e tratou o tema em reunião com o ex-presidente Donald Trump na última semana.

Atualmente, o Governo Federal diverge da classificação de facções como grupos terroristas devido a entendimentos jurídicos e diplomáticos. Em seu pronunciamento, Lula enfatizou que as organizações criminosas incomodam famílias e retiram direitos da população. Ele diferenciou o perfil dessas facções do terrorismo combatido historicamente pelos norte-americanos, citando como exemplo a figura de Osama Bin Laden.

Lula afirmou que o objetivo do governo é combater os criminosos dentro do território nacional. Flávio Bolsonaro, em contrapartida, sustentou que o povo brasileiro não aceita viver sob o medo imposto por governos paralelos nas comunidades. O embate ocorre no contexto de consolidação das pré-candidaturas presidenciais para o pleito de 2026.

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