Secretário Ricardo Stuckert deixa o governo para assumir a estratégia digital do PT nas redes de Lula. | Foto: Divulgação

Política

Mudança Redes de Lula mudam de comando: PT assume perfis para endurecer debate político

Saída de Ricardo Stuckert do governo para o partido foi acelerada por avanço de Flávio Bolsonaro e escândalo “Dark Horse”

por: NOVO Notícias

Publicado 26 de maio de 2026 às 11:21

O presidente Lula vai transferir a gestão de todos os seus perfis nas redes sociais do âmbito do governo federal para a estrutura do PT nas próximas semanas. Segundo informações da Folha de S. Paulo, a mudança radical visa liberar as páginas de Lula das restrições jurídicas da comunicação oficial, permitindo o uso de uma linguagem muito mais agressiva e puramente política na internet.

Com a nova estratégia, o fotógrafo e secretário de Audiovisual Ricardo Stuckert deixará o cargo no governo para trabalhar diretamente pelo partido. Stuckert, que hoje responde pelas contas do presidente em quase todas as plataformas, atuará no PT ao lado de Nicole Briones, especialista em marketing digital que coordenou as redes de Lula entre os anos de 2017 e 2021.

Conforme avaliação de auxiliares palacianos, o formato atual das páginas, restrito a agendas institucionais, não vinha respondendo à altura da dinâmica da pré-campanha. A decisão de endurecer o tom foi severamente acelerada após a consolidação do senador Flávio Bolsonaro (PL) como o principal adversário de Lula no cenário eleitoral.

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A estratégia do PT passará a explorar de forma mais contundente o escândalo batizado de “Dark Horse“, que envolve um pedido de dinheiro de Flávio Bolsonaro ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro para o financiamento de um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Após a eclosão do caso, pesquisas recentes do Datafolha mostraram Lula abrindo uma vantagem de nove pontos sobre o senador no primeiro turno, além de romper o empate técnico no segundo turno, marcando 47% contra 43% do parlamentar.

A transferência do comando digital também expõe uma crise interna e a insatisfação de aliados com a comunicação conduzida pelo ministro Sidônio Palmeira na Secretaria de Comunicação (Secom).

Dados oficiais apontam que, pela primeira vez, a Secom destinou R$ 234,8 milhões para anúncios em plataformas como Google e Meta, superando emissoras tradicionais de TV como SBT e Band, com foco nos colégios eleitorais do Rio de Janeiro e Minas Gerais.

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