Deputado federal João Maia recua e retira assinatura de emenda sobre jornada de trabalho após repercussão negativa no RN. | Foto: Divulgação/Câmara
Parlamentar havia se aliado a General Girão e Sargento Gonçalves para blindar jornada de 44 horas em setores essenciais, mas cedeu após forte cobrança do público
Publicado 26 de maio de 2026 às 10:44
Após repercussão negativa e cobrança dos potiguares nas redes sociais, o deputado federal João Maia (PP) recuou e retirou sua assinatura da emenda que tentava frear o fim imediato da escala 6×1. Ele havia se juntado aos deputados federais General Girão (PL) e Sargento Gonçalves (PL) no apoio à medidas que visavam manter a jornada de trabalho de 44 horas semanais para as chamadas atividades essenciais.
Segundo ele, a decisão de retirar o apoio à emenda nº 1, vinculada à PEC 221/2019, ocorreu após consultas à cúpula do PP e discussões internas sobre o desgaste político gerado pela medida no RN. Em posicionamento oficial, João Maia mudou o tom e afirmou considerar legítimo o debate sobre a adoção de modelos mais favoráveis aos trabalhadores, citando como exemplo a escala 5×2.
Antes do recuo, João Maia, General Girão e Sargento Gonçalves faziam parte de um bloco de mais de 100 parlamentares de oposição que apoiavam as propostas dos deputados Sérgio Turra (PP-RS) e Tião Medeiros (PP-PR). A emenda em questão pretendia blindar o limite atual de 44 horas semanais para setores como saúde, segurança, mobilidade, abastecimento e preservação da ordem pública, sob a justificativa de evitar o colapso de serviços.
📲 Siga o canal do NOVO Notícias no WhatsApp: https://bit.ly/4dfeuXt
O recuo de João Maia acompanha a mudança de postura de outros líderes partidários, que agora defendem uma nota conjunta pedindo a suspensão da tramitação dessas emendas específicas. O grupo argumenta que a manobra busca “evitar distorções” e garantir que as mudanças nas regras trabalhistas ocorram por meio de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) principal, diminuindo os riscos de futuras fragilidades jurídicas.
O debate sobre o fim da escala 6×1 e a redução gradual da jornada semanal de 44 para 40 horas sem redução salarial ganhou força avassaladora no Congresso Nacional nas últimas semanas. A debandada de parlamentares de emendas restritivas mostra o tamanho da pressão popular sobre as bancadas estaduais, que temem o impacto nas urnas em votações que mexem diretamente com a rotina e o descanso do trabalhador.
Receba notícias em primeira mão pelo Whatsapp
Assine nosso canal no Telegram
Siga o NOVO no Instagram
Siga o NOVO no Twitter
Acompanhe o NOVO no Facebook
Acompanhe o NOVO Notícias no Google Notícias