Mudança de comportamento em cães e gatos durante o período frio acende alerta para doenças crônicas no RN. | Foto: Pixabay
Baixas temperaturas e chuvas intensificam problemas como artrite e artrose em cães e gatos; especialistas orientam como evitar sofrimento do animal e gastos extras
Publicado 23 de maio de 2026 às 20:20
A chegada das temperaturas mais baixas e o período de chuvas no RN acendem um alerta para os donos de animais de estimação. O frio intensifica dores articulares em cães e gatos, mudando drasticamente o comportamento dos pets dentro de casa. De acordo com especialistas, animais idosos ou com predisposição a problemas ortopédicos são os que mais sofrem nesta época, apresentando sinais de rigidez, lentidão e isolamento.
Segundo informações da veterinária Mayara Andrade, o impacto do clima frio nas articulações dos animais é semelhante ao que ocorre com os seres humanos. As baixas temperaturas prejudicam os processos crônicos e aumentam a sensibilidade e o desconforto de quadros degenerativos que já existem, como a artrite, a artrose e a displasia de quadril.
Os tutores devem ficar atentos aos sinais práticos no dia a dia. A relutância em subir escadas, a dificuldade para se levantar após longos períodos deitados, a falta de interesse por brincadeiras e passeios, e até a agressividade ao serem tocados na região das patas ou coluna indicam que o animal está sentindo dor crônica por causa do clima.
Para reduzir o sofrimento do bicho e evitar gastos emergenciais em clínicas veterinárias, medidas simples de isolamento térmico devem ser adotadas. Conforme a orientação profissional, o ideal é nunca deixar o pet em contato direto com pisos frios ou áreas abertas de quintal durante a noite, sendo obrigatório o uso de camas, mantas ou estrados que cortem a temperatura do chão.
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Outro fator determinante que agrava a situação é o peso do animal. A gordura corporal em excesso aumenta a sobrecarga física nas articulações que já estão inflamadas pelo frio. Especialistas alertam que manter uma rotina de exercícios leves, mesmo nos dias chuvosos, ajuda a preservar a mobilidade e impede o travamento articular dos cães.
A alimentação equilibrada desde cedo e o acompanhamento veterinário regular evitam que as crises se agravem. Ao notar qualquer mudança brusca na rotina ou no caminhar do animal, a recomendação é buscar diagnóstico profissional para ajustar a medicação ou a dieta, impedindo a evolução da doença.
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