Mais gente chegando, mais pressão nos serviços — e o desafio só cresce no Brasil. | Foto: Divulgação/Acnur

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Migração Brasil passa de 2 milhões de imigrantes; veja quem são e impacto no país

Relatório aponta alta no trabalho formal, pressão em serviços sociais e crescimento de crianças e mulheres entre estrangeiros

por: NOVO Notícias

Publicado 1 de maio de 2026 às 18:30

O Brasil ultrapassou a marca de 2 milhões de imigrantes internacionais, incluindo residentes, refugiados e solicitantes de refúgio, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (30) pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública. O levantamento mostra que estrangeiros de 200 nacionalidades estão espalhados por todo o país, com destaque para venezuelanos, haitianos, cubanos e angolanos.

De acordo com o relatório do Observatório das Migrações Internacionais (OBMigra), cerca de 680 mil venezuelanos vivem atualmente no Brasil, com maior presença de mulheres e crianças. O estudo também indica crescimento acelerado da migração nos últimos anos, impulsionado principalmente pela busca por trabalho.

Segundo dados oficiais, o número de trabalhadores imigrantes com carteira assinada aumentou 54% entre 2023 e 2025, superando 414 mil vínculos formais. A maior parte está concentrada na indústria, especialmente na região Sul. Venezuelanos lideram o ranking, seguidos por haitianos e cubanos.

Apesar do avanço, o relatório alerta que muitos imigrantes com ensino superior acabam ocupando cargos de baixa qualificação, o que reduz renda e limita a integração. Em nota, o Ministério da Justiça aponta que isso está ligado a barreiras como reconhecimento de diplomas e acesso ao mercado formal.

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Na área social, o número de migrantes inscritos no Cadastro Único cresceu de 562 mil para 650 mil em um ano. A maioria é composta por mulheres e há aumento expressivo de crianças e adolescentes, o que pressiona serviços públicos como educação e assistência social.

Os dados também mostram concentração em estados como São Paulo, Paraná e Roraima, além de crescimento em Santa Catarina e Rio Grande do Sul, considerados polos econômicos.

Segundo especialistas e representantes internacionais, o Brasil mantém uma política considerada acolhedora, mas enfrenta desafios para garantir integração efetiva, evitar exploração no trabalho e ampliar acesso a serviços básicos.

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