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Cotidiano

Desinterdição Centro de Diálise de Mossoró é autorizado para reabrir pela Vigilância Sanitária

Apesar do anúncio da reabertura, a regulação dos pacientes e o retorno dos atendimentos na unidade em Mossoró ainda não têm data definida

por: NOVO Notícias

Publicado 25 de abril de 2026 às 12:14

A Vigilância Sanitária de Mossoró anunciou, nesta sexta-feira (24), a suspensão da interdição do Centro de Diálise de Mossoró (CDM), unidade que estava com os atendimentos de hemodiálise interrompidos há cerca de um mês. A paralisação ocorreu após a morte de duas pacientes no dia 24 de março, durante procedimentos realizados na clínica.

Apesar da liberação para funcionamento, ainda não há previsão para a retomada dos atendimentos aos pacientes. A Secretaria de Estado da Saúde Pública do Rio Grande do Norte (Sesap) informou que está analisando informações administrativas antes de autorizar o retorno, com o objetivo de garantir segurança aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS).

De acordo com a coordenadora da Vigilância Sanitária de Mossoró, Keila Brandão, a desinterdição foi realizada após a correção das irregularidades identificadas inicialmente pela fiscalização.

“Após sanado o que havia sido apontado no auto de infração e no termo de interdição, não podemos manter o estabelecimento fechado. A interdição foi cautelar”, explicou.

A coordenadora, no entanto, não detalhou quais problemas foram corrigidos, alegando questões éticas e de sigilo. Segundo ela, as informações completas estão disponíveis apenas para órgãos como Polícia Civil, Ministério Público e Judiciário.

Mesmo com a liberação da unidade, as investigações sobre as mortes seguem em andamento. Um inquérito foi instaurado pela Polícia Civil para apurar as circunstâncias dos óbitos.

“A desinterdição não encerra o processo. Os trâmites administrativo e sanitário continuam até a conclusão final. Paralelamente, seguem as investigações nas demais instâncias”, destacou Keila Brandão.

Um dos pontos levantados por familiares das vítimas diz respeito à possível falha no sistema ou à qualidade da água utilizada nos equipamentos de hemodiálise — item essencial para o funcionamento seguro do procedimento. Sobre isso, a Vigilância Sanitária informou que a análise é de responsabilidade do Laboratório Regional de Saúde Pública, sem antecipar conclusões.

A Sesap confirmou que foi comunicada oficialmente sobre a desinterdição e reforçou que a retomada dos atendimentos depende de avaliação técnica criteriosa. Desde a suspensão das atividades do CDM, os pacientes foram redistribuídos para outras clínicas contratadas pelo Estado.

Em nota, a pasta afirmou que dará suporte para garantir que o eventual retorno ocorra de forma segura e que familiares e prefeituras serão informados previamente sobre qualquer decisão.

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