A estatal colombiana Ecopetrol assinou contrato para adquirir 26% do capital da petroleira brasileira Brava Energia pelo valor de R$ 23 por ação. O negócio, anunciado nesta quarta‑feira, prevê um desembolso inicial de R$ 2,77 bilhões e a posterior realização de uma Oferta Pública de Aquisição (OPA) para que a companhia atinja 51% das ações com direito a voto.
A operação envolve a compra de participações de acionistas que integram o acordo de controle da Brava, incluindo a gestora Jive e a Yellowstone. A conclusão da transação está condicionada ao alcance do controle da companhia pela Ecopetrol, motivo pelo qual a empresa lançará uma oferta pública voluntária parcial aos demais acionistas minoritários.
O valor de R$ 23 por ação representa um prêmio de 13,8% em relação ao preço de fechamento anterior, após o anúncio dos termos financeiros. Atualmente, a Brava possui valor de mercado de R$ 9,47 bilhões.
No Rio Grande do Norte, a Brava Energia atua por meio da exploração de ativos terrestres e marítimos de óleo e gás. No segmento onshore, a companhia opera os polos Macau, Areia Branca e o Polo Potiguar, que abrange as áreas de Canto do Amaro e Alto do Rodrigues. Já no offshore, a empresa detém a concessão e operação do sistema Pescada & Ubarana em águas rasas, incluindo os campos de Arabaiana e Cioba.
A infraestrutura logística da Brava concentra-se no Ativo Industrial de Guamaré, que integra terminais de armazenamento, unidades de processamento de gás natural e instalações portuárias. No setor de refino, a empresa opera a Refinaria Potiguar Clara Camarão (RPCC), com capacidade instalada de 37,7 mil barris por dia.
Com a aquisição, a Ecopetrol busca ampliar reservas de petróleo no exterior e consolidar o Brasil como plataforma de crescimento. A Brava Energia, formada pela fusão entre Enauta e 3R Petroleum, registrou produção média de 81 mil barris equivalentes por dia em 2025. Já a Ecopetrol produz cerca de 750 mil barris diários em mais de 350 campos na Colômbia e no exterior.
A estratégia da companhia colombiana foca na captura de sinergias operacionais, especialmente em campos terrestres (onshore) e ativos offshore. Antes deste acordo, a Ecopetrol já atuava no Brasil por meio de participações minoritárias em blocos operados pela Shell, como os campos Gato do Mato e Sul de Gato do Mato, com previsão de início de produção para 2029.
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