Reajuste previsto supera inflação e acende alerta para consumidores em todo o país. Projeção ainda pode mudar ao longo do ano. | Foto: Reprodução

Cotidiano

Tarifa RN terá reajuste de 5,4% na conta de luz; saiba quando muda 

O índice médio do reajuste tarifário anunciado pela Aneel foi de 5,4%. Para a baixa tensão, que inclui a maior parte dos clientes residenciais, o efeito médio será de 3,74%

por: NOVO Notícias

Publicado 23 de abril de 2026 às 11:37

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou, nesta quarta-feira (22), um reajuste tarifário de 5,4% para a Neoenergia Rio Grande do Norte. A decisão integra uma rodada de atualizações que impacta distribuidoras de nove estados e atinge cerca de 50 milhões de consumidores em todo o país. Os consumidores passarão a observar o reajuste nas contas de luz de maio.

O índice médio do reajuste tarifário anunciado pela Aneel foi de 5,4%. Para a baixa tensão, que inclui a maior parte dos clientes residenciais, o efeito médio será de 3,74%. A variação percebida pelos clientes atendidos em alta tensão, como indústrias e comércio de médio e grande porte, será de 10,9%.

Para amenizar impacto do reajuste, foram repassados de forma antecipada recursos a serem recebido da Conta de Desenvolvimento Energético decorrente do Uso do Bem Público (UBP), nos termos do previsto no art. 4º da Lei 15.235/2025. 

Os custos de encargos setoriais estão contribuindo com 1,73% no índice de reajuste e os custos com transmissão e geração de energia com 2,56% no índice, totalizando 4,29%. Os custos de componentes financeiros tiveram efeito de 1,95% no índice final.

Na composição da tarifa, a parte que compete à distribuidora apresenta um dos menores impactos. Do valor cobrado na fatura, 34,24% são destinados para pagar os custos com a compra e transmissão de energia. Os tributos (encargos setoriais e impostos) continuam tendo uma grande participação nos custos da tarifa de energia elétrica, representando 37,38% do total.

A distribuidora fica 28,38% do valor pago pelos consumidores potiguares para cobrir os custos de operação, manutenção, administração do serviço e investimentos. Isso significa que, para uma conta de R$ 100,00, por exemplo, R$ 28,38 são destinados efetivamente à empresa para operar, manter e expandir todo o sistema elétrico nas 167 cidades atendidas pela distribuidora.

Outros estados

O índice aplicado ao Rio Grande do Norte consta entre os menores autorizados nesta etapa pela agência reguladora. No Nordeste, foram registrados aumentos de 6,68% em Sergipe (Energisa), 5,8% na Bahia (Coelba) e 5,78% no Ceará (Enel). O maior reajuste nacional ocorreu na CPFL Santa Cruz, com alta de 18,89%.

A média nacional de aumento foi projetada em 8%, valor que representa quase o dobro da inflação estimada para o período. De acordo com a Associação Brasileira das Distribuidoras de Energia Elétrica (Abradee), a elevação dos custos é atribuída, em parte, à concessão de subsídios para fontes de geração de energia incentivadas, como painéis solares.

Para conter o impacto nas faturas, o governo federal avaliou a viabilização de um empréstimo de R$ 7 bilhões por meio do BNDES. No entanto, a proposta não avançou. Em outros estados, algumas empresas adotaram o mecanismo de diferimento, que permite postergar parte do aumento para ciclos tarifários futuros, com o objetivo de evitar variações imediatas elevadas.

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