Atraso de salários e vale-alimentação leva trabalhadores a bloquear entrada e retirar visitantes dos locais. | Foto: Sérgio Henrique Santos/InterTV

Cotidiano

Paralisação Turistas barrados e portões fechados: protesto por salários atinge maior cajueiro do mundo e Parque das Dunas

Paralisação de terceirizados por salários e benefícios atrasados fechou acessos e interrompeu visitas na manhã desta quarta (23) em dois dos principais pontos turísticos do RN

por: NOVO Notícias

Publicado 23 de abril de 2026 às 10:05

Uma paralisação de trabalhadores terceirizados fechou o Cajueiro de Pirangi e o Parque das Dunas na manhã desta quinta-feira (23), causando transtornos a turistas e visitantes. O movimento foi motivado por atrasos salariais e falta de benefícios, segundo o sindicato da categoria.

No Cajueiro de Pirangi, que recebe entre 1,5 mil e 2 mil pessoas por dia, turistas chegaram a encontrar os portões fechados. Um grupo de estudantes da Região Metropolitana também teve o passeio cancelado.

Já no Parque das Dunas, o acesso chegou a ser liberado no início da manhã, mas por volta das 7h40 os trabalhadores interromperam as atividades e orientaram a saída do público que estava no Bosque dos Namorados.

De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores em Asseio, Conservação, Higienização e Limpeza Urbana do RN, a paralisação ocorre por atraso de salários e falta de pagamento do vale-alimentação há cerca de quatro meses. A categoria também cobra fardamento e férias atrasadas.

O Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente do RN (Idema), responsável pela administração das unidades, informou que está cobrando da empresa contratada a regularização imediata. Segundo o órgão, o repasse financeiro não foi feito no prazo por falta de certidões obrigatórias, o que impediu legalmente o pagamento — que só foi realizado no fim da semana passada.

Ainda de acordo com o instituto, a empresa deve manter os salários em dia independentemente de pendências administrativas.

Em nota, a Clarear Serviços Ltda afirmou que a paralisação decorre do não cumprimento de repasses por parte do Idema. A empresa negou irregularidades trabalhistas e disse que o contrato enfrenta desequilíbrio financeiro, o que comprometeu o fluxo de pagamentos.