PF prende ex-presidente do BRB em nova fase de operação da Polícia Federal. | Foto: Reprodução

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Investigação PF prende ex-presidente do BRB em operação que investiga caso do Banco Master

Decisão do STF autorizou prisão preventiva na 4ª fase da Operação Compliance Zero, que investiga possível esquema de corrupção e lavagem de dinheiro

por: NOVO Notícias

Publicado 16 de abril de 2026 às 07:54

A Polícia Federal prendeu, nesta quinta-feira (16), o ex-presidente do Banco Regional de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, durante a quarta fase da Operação Compliance Zero. A ação investiga suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro e irregularidades envolvendo a negociação do Banco Master.

A prisão preventiva foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, após a identificação, segundo a investigação, de um possível caminho de valores ligados a uma suposta propina relacionada à venda do Banco Master ao BRB.

De acordo com a Polícia Federal, os recursos teriam sido ocultados por meio da aquisição de imóveis. As apurações também envolvem o banqueiro Daniel Vorcaro, citado no inquérito como um dos investigados no caso.

Além de Paulo Henrique Costa, a operação também cumpriu mandados contra um advogado apontado pela investigação como ligado ao ex-dirigente. Ele é suspeito de atuar na estruturação de um esquema de lavagem de dinheiro.

Operação já teve fases anteriores

A Operação Compliance Zero já havia avançado em etapas anteriores. Em março, na terceira fase, a Polícia Federal prendeu Daniel Vorcaro após identificar mensagens citadas no inquérito, nas quais ele supostamente ordenaria ataques contra adversários e manteria um grupo armado.

Atualmente, segundo a investigação, Vorcaro negocia um acordo de colaboração premiada com a Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República (PGR).

A quarta fase da operação segue sob sigilo judicial em alguns pontos e busca aprofundar a análise de movimentações financeiras e possíveis conexões entre os investigados, segundo a PF.

As apurações continuam para identificar outros possíveis envolvidos e a extensão dos recursos investigados no esquema.



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