Desemprego cai no segundo trimestre de 2024- Foto: Marcello Casal/Agência Brasil

Carteira de trabalho - Foto: Marcello Casal/Agência Brasil

Cotidiano

Emprego Pesquisa Datafolha aponta que 71% dos brasileiros apoiam o fim da escala 6×1

Levantamento mostra aumento na aceitação da proposta de cinco dias de trabalho por dois de descanso; tema segue em debate no Congresso Nacional

por: NOVO Notícias

Publicado 15 de março de 2026 às 09:12

A maioria dos brasileiros defende a alteração do modelo de trabalho de seis dias seguidos por um de descanso. Segundo pesquisa Datafolha divulgada ontem, 71% dos entrevistados apoiam a redução dos dias trabalhados. Apenas 27% da população se posiciona de forma contrária à mudança.

O índice de aprovação subiu em comparação ao levantamento de dezembro de 2024, quando o apoio era de 64%. O instituto ouviu 2.004 pessoas em 137 municípios brasileiros entre os dias 3 e 5 de março. A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais.

A proposta em discussão no Congresso Nacional sugere uma jornada de 40 horas semanais sem redução de salário. O governo federal trata o tema como prioridade e realizou audiência pública na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) na última terça-feira (10). O novo formato estabeleceria cinco dias de trabalho para dois de repouso.

As mulheres representam o grupo mais favorável à alteração legislativa, com 77% de aprovação. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que a medida beneficia trabalhadoras que acumulam funções domésticas. Entre os homens, o percentual de aceitação fica em 64%.

O apoio varia conforme a rotina atual do trabalhador entrevistado. Entre quem trabalha até cinco dias na semana, a aprovação chega a 76%. O percentual cai para 68% no grupo que atua seis ou sete dias, onde há maior presença de autônomos e empresários.

A percepção sobre o impacto nas empresas divide a opinião pública brasileira. Cerca de 39% acreditam em efeitos positivos e outros 39% esperam consequências negativas para as companhias. Metade dos consultados avalia que a mudança será benéfica para a economia geral do país.

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