Indústria - Foto: Carmem Felix/AssecomRN
A produção industrial do Rio Grande do Norte recuou 24,9% em janeiro de 2026 na comparação com o mesmo período do ano anterior. O índice representa a queda mais intensa entre as 17 unidades da federação pesquisadas pelo IBGE. O recuo potiguar foi o dobro do registrado pela Bahia, que teve o segundo pior desempenho nacional.
O setor de fabricação de coque, derivados de petróleo e biocombustíveis pressionou o resultado com uma baixa de 38,6%. O analista do IBGE, Bernardo Almeida, explicou que paradas programadas para manutenção nas fábricas justificam o número. Esta atividade é a que detém o maior peso na indústria local.
As indústrias extrativas também começaram o ano com retração de 7,5%. O segmento de produtos alimentícios acompanhou a tendência negativa e caiu 5,6% no primeiro mês de 2026. Em contrapartida, a confecção de artigos do vestuário e acessórios apresentou crescimento de 41,6%.
A variação acumulada da indústria geral do estado nos últimos 12 meses atingiu a marca de 12,5% negativos. O cenário estadual diverge do desempenho nacional, que mostrou variação positiva de 0,2%. No Brasil, oito dos dezoito locais pesquisados expandiram sua produção no período.
Os estados de Pernambuco e Espírito Santo assinalaram os avanços mais acentuados no país. O IBGE ressaltou ainda que janeiro de 2026 teve um dia útil a menos que o mesmo mês de 2025. Os dados completos integram a Pesquisa Industrial Mensal (PIM-PF) e a próxima divulgação ocorrerá em 9 de abril.
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