Fogo destruiu no dia 24 de fevereiro parte da imagem de Nossa Senhora de Fátima que estava sendo construída no bairro Pajuçara, Zona Norte de Natal. Foto: Seinfra/Divulgação

Cotidiano

Meio ambiente Semurb monitora qualidade do ar em área afetada pelo incêndio de imagem no Pajuçara

O levantamento apontou uma alteração pontual nos níveis de poluentes no dia do incidente, ocorrido em 24 de fevereiro, com retorno aos índices normais cerca de uma semana depois

por: NOVO Notícias

Publicado 11 de março de 2026 às 08:39

A Secretaria de Meio Ambiente e Urbanismo de Natal (Semurb) divulgou os resultados do monitoramento da qualidade do ar na região afetada pelo incêndio registrado na Estátua de Nossa Senhora de Fátima, no bairro Pajuçara, na zona Norte da capital. O levantamento apontou uma alteração pontual nos níveis de poluentes no dia do incidente, ocorrido em 24 de fevereiro, com retorno aos índices normais cerca de uma semana depois.

O acompanhamento foi realizado a pedido da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), que solicitou uma análise técnica para auxiliar na formulação de políticas públicas voltadas à proteção da saúde da população.

O estudo foi conduzido pela equipe do setor de Mudanças Climáticas e Áreas Verdes da Semurb, que utilizou a técnica conhecida como transecto móvel — um veículo equipado com sensores portáteis capazes de medir variáveis meteorológicas e a concentração de material particulado na atmosfera.

De acordo com o coordenador da equipe, Carlos da Hora, as medições foram feitas em dois momentos: no dia 25 de fevereiro, um dia após o incêndio, e novamente em 3 de março.

“Tornou-se necessária a avaliação técnica da qualidade do ar nos dias subsequentes ao evento, considerando o potencial de emissão de poluentes atmosféricos gerados pela combustão, especialmente material particulado”, explicou.

Aumento pontual de partículas no ar

Os dados analisados pelo Grupo de Estudos Observacionais e de Modelagem da Interação Biosfera-Atmosfera (GEOMA/UFRN) em conjunto com técnicos da Semurb apontaram um aumento significativo de partículas finas (PM2.5) e partículas grossas (PM10) logo após o incêndio. No entanto, uma semana depois, os níveis apresentaram uma redução de aproximadamente 75%.

Confira os resultados:

25 de fevereiro (um dia após o incêndio)

  • PM2.5: 19,7 μg/m³
  • PM10: 33,9 μg/m³

3 de março (uma semana depois)

  • PM2.5: 3,5 μg/m³
  • PM10: 6,0 μg/m³

Apesar da elevação momentânea, os índices permaneceram abaixo dos limites estabelecidos pela Resolução nº 491/2018 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), que define os padrões nacionais de qualidade do ar.

Ainda assim, o relatório destaca que os dados são preliminares e não devem ser utilizados como único parâmetro para avaliar a qualidade do ar durante todo o período do evento.

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