Fábio Xavier da Silva, de 39 anos, apontado como líder do Comando Vermelho no Rio Grande do Norte, foi preso esta semana em Pernambuco durante a operação “Bate Lata". | Foto: Divulgação/MJ
Fábio Xavier da Silva, de 39 anos, apontado como líder do Comando Vermelho no RN, foi preso esta semana em Pernambuco durante a operação “Bate Lata”, da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO/RN). Natural de Macaíba, ele figurava na lista dos homens mais procurados do país e não resistiu à prisão. A ação integra esforços de combate a crimes de alto impacto que afetam diretamente a segurança na Região Metropolitana de Natal.
Conhecido por apelidos como “Filó”, “Coroa Filó” e “Fabinho Satanás”, Fábio Xavier é investigado por homicídio qualificado, porte ilegal de arma e roubo majorado. Segundo a Polícia Civil, ele liderava a célula denominada “Tropa do Coroa” e participava de confrontos armados com facções rivais, incluindo os registrados em agosto de 2025 no bairro Felipe Camarão, na Zona Oeste de Natal.
Imagens e vídeos analisados pelas autoridades mostram Fábio usando colete balístico e comandando indivíduos armados durante os tiroteios. Em uma das cenas, uma residência foi pichada com a inscrição “Tropa do Coroa”, caracterizando a marcação de território pela facção. A investigação também apontou que ele atuava como olheiro, monitorando ações policiais e repassando informações em tempo real sobre rivais.
A operação que resultou na prisão de Fábio Xavier mobilizou forças estaduais e federais. Ao todo, 15 suspeitos foram detidos, 21 mandados de busca e apreensão cumpridos e 19 prisões preventivas decretadas, além de bloqueio de valores vinculados aos investigados. Durante as diligências, a polícia apreendeu três pistolas, um revólver, munições e cerca de 1,9 kg de entorpecentes.
Esta é a segunda fase da “Operação Bate Lata”, que começou em julho de 2025 com ações no Rio Grande do Norte e Pernambuco. Na primeira etapa, foram cumpridos mandados de prisão e apreensão, com apreensão de armas, munições, veículos e outros materiais usados pelo grupo criminoso. As investigações indicam atuação interestadual, com ramificações em diversos estados, voltada à compra e distribuição ilegal de armamentos.
A FICCO/RN reúne integrantes da Polícia Federal, da Secretaria Nacional de Políticas Penais, da Polícia Civil, Polícia Militar e Polícia Penal do Rio Grande do Norte. Equipes de outros estados também apoiaram a operação. O trabalho da força integrada reforça o combate a organizações criminosas que impactam diretamente a segurança da população potiguar.
Em dezembro de 2025, o Ministério da Justiça e Segurança Pública divulgou a “lista vermelha” com 216 criminosos de alta periculosidade procurados em todo o país. O Rio Grande do Norte teve oito foragidos incluídos no ranking, incluindo líderes de facções que atuam na região metropolitana de Natal.
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