Hytalo Santos é investigado pela exposição de adolescentes a conteúdos com conotação sexual. Foto: Instagram

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Cotidiano

Paraíba Julgamento de habeas corpus de Hytalo Santos é suspenso após pedido de vista

Desembargador Ricardo Vital solicitou mais tempo para examinar o processo; casal está detido em João Pessoa há seis meses por suspeita de aliciamento de menores

por: NOVO Notícias

Publicado 10 de fevereiro de 2026 às 11:23

O julgamento do pedido de habeas corpus para o influenciador Hytalo Santos e seu marido, Israel Nata Vicente, foi suspenso na manhã desta terça-feira (10). A interrupção ocorreu após um pedido de vista do desembargador Ricardo Vital de Almeida, do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB). O magistrado solicitou mais tempo para analisar o caso na Câmara Criminal.

O relator do processo, desembargador João Benedito, posicionou-se favoravelmente à substituição da prisão preventiva por medidas cautelares. A detenção do casal já dura seis meses. Caso a proposta fosse aceita, os acusados precisariam utilizar tornozeleira eletrônica.

As restrições incluiriam a proibição de deixar a região de João Pessoa e Bayeux e o veto ao uso de redes sociais. Eles também não poderiam manter contato com os adolescentes e familiares investigados. O julgamento não avançou devido à solicitação de vista.

Hytalo e Israel estão presos preventivamente desde agosto sob suspeita de aliciamento de menores. A defesa teve pedidos de liberdade negados pelo Tribunal de Justiça em setembro e novembro do ano passado. A corte entendeu, na ocasião, que não havia elementos suficientes para a soltura imediata e manteve a competência da Vara de Bayeux.

Os réus cumprem a medida na Penitenciária Desembargador Flósculo da Nóbrega, o Presídio do Róger, na capital paraibana. As investigações começaram em dezembro de 2024 a partir de denúncias ao Disque 100. O caso ganhou repercussão nacional após um vídeo do youtuber Felca apontar suposta exploração de menores.

O casal responde também a ações na Justiça do Trabalho por tráfico de pessoas e submissão de vítimas a condições análogas à escravidão. O influenciador alegou, antes de ser preso, que as atividades ocorriam com conhecimento das mães. Ele afirmou ainda que duas jovens citadas no processo seriam emancipadas.

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