Moradores interditaram trecho da Avenida Boa Sorte para chamar atenção do poder público diante do risco de novos alagamentos. | Foto: Reprodução
A elevação do nível da lagoa de captação do Jardim Primavera provocou novos alagamentos no bairro Nossa Senhora da Apresentação, na Zona Norte de Natal, e levou moradores a protestarem este domingo (8). Em ato de revolta, a população interditou um trecho da Avenida Boa Sorte, próximo ao cruzamento com a Avenida Miguel de Cervantes, cobrando providências urgentes da Prefeitura para conter a água que já invadiu casas e estabelecimentos comerciais.
O protesto ocorreu poucas horas após novos registros de subida do nível da lagoa. Em menos de uma hora, foi a segunda manifestação no mesmo ponto. Moradores relataram prejuízos materiais, insegurança e o medo constante de perder novamente móveis e eletrodomésticos, como já ocorreu em episódios anteriores.
Segundo os moradores, os alagamentos se repetem sempre após períodos de chuva mais intensa. A população afirma que a situação é conhecida há anos, mas que as medidas adotadas até agora não resolveram o problema de forma definitiva. O temor é que, com novas chuvas, a água volte a avançar sobre as residências.

Durante o protesto, os manifestantes pediram ações imediatas, como limpeza da lagoa, manutenção do sistema de drenagem e obras que impeçam a elevação rápida do nível da água. Para eles, a falta de intervenções regulares agrava o risco de novos transbordamentos.
O cenário se agravou após as chuvas registradas na sexta-feira (6), somadas a um dano em uma tubulação na rua José Luís da Silva. A combinação dos fatores provocou o transbordamento da lagoa de captação do Jardim Primavera, alagando ruas do entorno e forçando moradores a deixarem suas casas.
Dados da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Urbanismo (Semurb) apontam que o bairro Nossa Senhora da Apresentação registrou 31,66 milímetros de chuva. Outros pontos da cidade tiveram volumes ainda maiores, como a região da Urbana, com 58,8 mm, Guararapes, com 52,4 mm, e Pajuçara, com 47,2 mm.
Além das residências, comerciantes da área também relatam prejuízos frequentes. Segundo eles, sempre que há registros de alagamentos, o movimento cai e as perdas financeiras aumentam. Até a manhã do sábado (7), a água ainda não havia escoado completamente, mantendo o clima de apreensão entre moradores e comerciantes.

A população cobra do poder público reparos na tubulação danificada e melhorias estruturais no sistema de drenagem, para evitar que o problema se repita a cada novo período de chuva na capital potiguar.
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