Assembleia Legislativa discute regras de eventual eleição indireta em meio às articulações sobre o futuro do governo do RN. | Foto: Arquivo/ALRN

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Política Líder do governo diz que base aceita voto aberto em eleição indireta no RN

Declaração do líder governista ocorre após presidente da ALRN confirmar que, se houver escolha indireta, votação deverá ser pública

por: NOVO Notícias

Publicado 5 de fevereiro de 2026 às 08:28

A possibilidade de uma eleição indireta para o Governo do RN voltou ao centro do debate político na Assembleia Legislativa. O líder do governo na Casa, deputado Francisco do PT, afirmou que a base governista aceita a adoção do voto aberto caso o Parlamento seja chamado a escolher o próximo governador do Estado.

Francisco explicou que o tema já foi discutido no âmbito da Mesa Diretora e que houve aprovação consensual das diretrizes apresentadas pela Presidência. Segundo ele, a decisão foi construída em um ambiente plural, com representantes tanto da base governista quanto da oposição.

“Hoje houve uma reunião da Mesa Diretora, uma mesa muito plural, com representantes de vários partidos do governo e da oposição. Nós aprovamos as ideias apresentadas pelo presidente Ezequiel, e uma delas é o voto aberto”, afirmou o parlamentar.

Transparência como princípio

O líder do governo destacou que não há resistência interna ao modelo e reforçou que a defesa do voto aberto faz parte da posição histórica do campo político ao qual pertence. Para ele, a transparência fortalece a relação entre o Legislativo e a sociedade. “Da parte do governo, eu não tenho notícia de nenhum tipo de problema com isso. Nós sempre defendemos voto aberto para tudo. Não faz sentido, na vida pública, se esconder atrás de voto secreto”.

O deputado ponderou que existem situações em que a legislação determina o voto secreto, mas afirmou que, sempre que houver margem para escolha, sua preferência é pelo modelo aberto. “Quando a regra determina voto secreto, a gente cumpre. Mas, pessoalmente, eu acho o voto aberto melhor”, completou.

A definição sobre o formato da votação é considerada estratégica nas articulações políticas em curso na Assembleia e ganha peso diante das discussões sobre o futuro do comando do Executivo estadual e os desdobramentos institucionais de uma eventual eleição indireta no RN.

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