Foto: @milkahandbeach
Por trás desse trabalho está a professora de Educação Física Milka Luíza Estelito, formada pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), especialista em inclusão e referência no desenvolvimento do handebol escolar e comunitário no estado
Publicado 2 de fevereiro de 2026 às 17:00
O handebol de praia tem sido mais do que uma modalidade esportiva para dezenas de crianças e adolescentes no Rio Grande do Norte. Por trás desse trabalho está a professora de Educação Física Milka Luíza Estelito, formada pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), especialista em inclusão e referência no desenvolvimento do handebol escolar e comunitário no estado.
Ex-atleta, Milka se apaixonou pelo handebol ainda na adolescência e, em 2001, deu início a um projeto escolar que levava a modalidade para as quadras das escolas. Com o surgimento do handebol de praia, foi conquistada pelo dinamismo e pelo caráter atrativo do jogo, passando a atuar também nessa vertente. Desde então, o esporte se tornou o eixo central de sua trajetória profissional.
Mesmo aposentada, Milka segue ativa e determinada a manter o projeto vivo. Hoje, o trabalho ultrapassa os muros da escola e alcança a comunidade por meio de um projeto social de handebol de praia, que atende atualmente cerca de 150 atletas, incluindo categorias de base e adulto. A expectativa é de que esse número dobre com o retorno das aulas.
“O principal objetivo é tirar crianças e adolescentes da vulnerabilidade social e da ociosidade, oferecendo acesso ao esporte e a um processo de formação integral”, destaca a professora. Segundo ela, a ausência de políticas públicas efetivas na ponta faz com que o projeto avance de forma gradual, “um trabalho de formiguinha”, mas com resultados expressivos.
Mesmo sem apoio financeiro fixo, o projeto acumula conquistas importantes no cenário esportivo. Desde 2016, participa anualmente do Circuito Nacional de Handebol de Praia, com pódios frequentes. Logo na estreia, em Natal, a equipe conquistou o segundo lugar, abrindo caminho para títulos de campeões, vice-campeões e medalhas de bronze, principalmente nas categorias juvenis.
O reconhecimento mais emblemático veio no ano passado, quando dois atletas do projeto, Lívia e Talisson, foram convocados para a Seleção Brasileira Juvenil e disputaram o Campeonato Mundial na Tunísia. Além deles, outros seis atletas participaram recentemente de fases de treinamento da seleção, com desempenho equivalente aos convocados. Em anos anteriores, oito atletas do feminino e quatro do masculino também passaram por essas etapas, incluindo dois que chegaram a atuar na Europa.
Desafios fora da quadra
Apesar dos resultados, o projeto enfrenta dificuldades estruturais. Um dos principais entraves é a perda da Arena da Itapetinga, espaço tradicional de treinos e competições, que deverá ser reduzido com a revitalização da área no entorno da lagoa. A nova estrutura prevista não comporta mais a arena de grande porte onde eram realizados jogos escolares e competições oficiais.
Sem espaço fixo e sem recursos financeiros, a manutenção do projeto depende do esforço coletivo. Pais, atletas e comunidade se mobilizam com rifas, venda de água, “livro de ouro” e outras ações para custear viagens e inscrições em competições.
Paralelamente, Milka busca formalizar uma associação desportiva, o que permitirá tentar captação de recursos por meio da Lei de Incentivo ao Esporte. “Venho da educação e sou leiga nessa área de captação, mas é um caminho necessário para garantir a continuidade do trabalho”, explica.
COMO AJUDAR
O projeto social de handebol de praia coordenado pela professora Milka Luíza Estelito sobrevive, principalmente, do apoio da comunidade. Sem patrocínio fixo, a iniciativa depende de contribuições para custear treinos, viagens e participação em competições oficiais.
As doações podem ser feitas via Pix:
Chave: milkahandbeach22@gmail.com
Beneficiária: Bruna Viviane
Outra forma de apoiar é acompanhando e divulgando o trabalho nas redes sociais:
Instagram: @milkahandbeach
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