Com investimento de R$ 280 milhões, ETE Jaguaribe é considerada a maior obra de saneamento já realizada na Zona Norte de Natal. | Foto: Sandro Menezes/Assecom
A Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) Jaguaribe, localizada na Zona Norte de Natal, inicia em fevereiro a fase de testes operacionais, etapa decisiva para a entrada em funcionamento do sistema que vai ampliar a coleta e o tratamento de esgotos na região mais populosa da capital potiguar.
A unidade faz parte de um conjunto de obras em execução pelo Governo do RN e representa um investimento total de R$ 280 milhões. O projeto é considerado estratégico para acelerar a ampliação do saneamento básico em Natal e reduzir um déficit histórico na Zona Norte.
Durante visita técnica realizada nesta quarta-feira (28), a governadora Fátima Bezerra destacou a relevância sanitária do empreendimento. Segundo ela, a entrada em operação da ETE Jaguaribe terá impacto direto nos indicadores de saúde pública e qualidade de vida da população atendida.
Com a operação assistida, a estação passará a receber os efluentes domésticos de praticamente toda a Zona Norte. A expectativa é que, ainda no primeiro semestre, a cobertura de esgotamento sanitário alcance cerca de 50% dos domicílios da região.
De acordo com o diretor-presidente da Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte (Caern), Sérgio Eduardo Rodrigues da Silva, a ETE Jaguaribe é a maior obra de saneamento já realizada na Zona Norte de Natal. O projeto foi concebido para garantir infraestrutura sustentável e acompanhar o crescimento urbano da capital.
A estação utiliza tecnologia de tratamento terciário, considerada uma das mais avançadas do país. Com vazão média de 420 litros por segundo, a estrutura tem capacidade para atender mais de 455 mil habitantes, ampliando a eficiência ambiental e sanitária do sistema.
As obras estão inseridas na estratégia estadual para cumprimento do Marco Legal do Saneamento, que estabelece a meta de atendimento de 90% da população com coleta e tratamento de esgoto até 2033. Em Natal, a previsão é alcançar esse índice já em 2027, antecipando o prazo nacional.
Durante a visita, o vice-presidente da Caixa Econômica Federal, José Marcos Carvalho, ressaltou o papel da instituição no financiamento de projetos estruturantes e o impacto dos investimentos em infraestrutura para a saúde pública, o meio ambiente e o desenvolvimento urbano.
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