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Estiagem Com quase 80% das cidades afetadas, RN lidera emergência por seca no Nordeste

Levantamento da Defesa Civil aponta 131 municípios em seca grave ou extrema; 126 já têm decreto reconhecido pelo Governo Federal

por: NOVO Notícias

Publicado 29 de janeiro de 2026 às 10:50

O Rio Grande do Norte enfrenta hoje o cenário mais grave de estiagem do Nordeste e lidera o número de municípios em situação de emergência por seca na região. Dados da Defesa Civil estadual, com base no monitoramento da Agência Nacional das Águas (ANA), indicam que 131 cidades potiguares estão sob seca grave ou extrema, o que representa 78,4% do total do Estado.

Do total de municípios afetados, 126 já tiveram decretos de emergência reconhecidos pelo Governo Federal. O volume coloca o RN como o segundo estado brasileiro com mais cidades nessa condição, atrás apenas de Minas Gerais, ampliando a pressão sobre serviços públicos, abastecimento de água e a atividade econômica no interior.

Segundo a Defesa Civil, o avanço da seca extrema é o principal fator de agravamento do quadro atual. Mais da metade dos municípios do Estado já se enquadra nessa classificação, enquanto os demais enfrentam seca grave. Há ainda cidades em situação crítica que não formalizaram pedido de reconhecimento federal, o que dificulta o acesso a recursos e ações emergenciais coordenadas.

Para reduzir os impactos da estiagem, medidas emergenciais vêm sendo intensificadas no Estado. Entre as principais ações estão a Operação Carro-Pipa, a distribuição de cestas básicas e a antecipação de benefícios sociais voltados a famílias em situação de vulnerabilidade.

Somente no Rio Grande do Norte, mais de 250 mil famílias foram incluídas em ações emergenciais. Dezenas de milhares de moradores da zona rural também estão sendo atendidos com abastecimento de água por meio de carros-pipa, especialmente nas áreas mais afetadas pela escassez hídrica.

O governo estadual afirma que, além das ações imediatas, mantém obras de infraestrutura hídrica e iniciativas de apoio ao setor agropecuário. Entidades representativas do campo, no entanto, avaliam que a recorrência da estiagem exige planejamento de longo prazo, com investimentos estruturantes para reduzir a dependência de soluções emergenciais e minimizar perdas na produção agrícola e na pecuária.

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