Dados oficiais mostram que, mesmo fora do topo do ranking nacional, o desaparecimento de menores segue como um desafio urgente no RN. | Arte: NOVO Notícias
O Rio Grande do Norte contabilizou 775 casos de desaparecimento de crianças e adolescentes ao longo de 2025. Os dados foram enviados ao Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp) e colocam o estado com uma taxa de 22,43 ocorrências a cada 100 mil habitantes, índice semelhante ao registrado em estados como Paraíba e Amazonas.
Apesar de não figurar entre os estados com maior número absoluto de casos, o volume chama atenção e expõe a dimensão do problema no território potiguar. Especialistas e autoridades avaliam que os números indicam a necessidade de políticas permanentes de prevenção, busca e localização de menores, especialmente em áreas de maior vulnerabilidade social.
No cenário nacional, o Brasil registrou 23.919 desaparecimentos de crianças e adolescentes em 2025. Isso representa uma média de 66 casos por dia e um crescimento de 8% em relação ao ano anterior, quando a média diária era de 60 registros envolvendo menores de 18 anos.
Os dados nacionais também revelam um recorte de gênero relevante. Cerca de 61% dos desaparecimentos envolvem meninas e adolescentes do sexo feminino, enquanto 38% são meninos. Ainda assim, especialistas apontam limitações nos registros oficiais, já que muitos casos não apresentam informações detalhadas sobre causas ou desfechos.
No Rio Grande do Norte, as autoridades destacam a importância do uso do protocolo Amber Alert, acionado em situações consideradas de alto risco. O sistema permite a divulgação imediata de informações e imagens de crianças desaparecidas em redes sociais, ampliando o alcance das buscas.
Segundo o Ministério da Justiça, o mecanismo tem ajudado a acelerar localizações, mas ainda enfrenta desafios, como a necessidade de maior integração entre estados e uma análise mais aprofundada dos dados regionais.
No ranking brasileiro, o RN ocupa a 19ª posição em número de casos, à frente de estados como Piauí, Alagoas, Sergipe e Mato Grosso do Sul. Os maiores volumes continuam concentrados em São Paulo, Minas Gerais e Rio Grande do Sul.
Mesmo distante dos extremos da lista, os números reforçam que o desaparecimento de crianças e adolescentes segue sendo um desafio relevante no estado. O enfrentamento do problema passa por ações articuladas entre segurança pública, assistência social e participação da sociedade.
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