Allyson Bezerra, prefeito de Mossoró - Foto: Reprodução/Redes Sociais
O valor seria parte de uma ordem de pagamento no valor de R$ 400 mil, dos quais, apenas R$ 140 mil foram destinados ao objeto do contrato, sendo o restante do valor supostamente divido em propina
Publicado 27 de janeiro de 2026 às 17:03
A megaoperação que teve como um dos alvos o prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra, ganhou destaque nacional e está repercutindo na mídia desde as primeiras horas desta terça-feira (27). Em uma reportagem da TV Globo, a repórter Amanda Melo revelou detalhes de conversas acessadas pelos investigadores, e que apontam para um suposto repasse de propina em pagamento de um contrato no valor de R$ 400 mil.
Dos valor total da ordem de pagamento, a investigação aponta que apenas R$ 140 mil foi, de fato, destinado ao objeto do contrato, que é a compra de materiais médicos destinados a hospitais públicos. O resto do dinheiro teria sido dividido em comissão entre a empresa, uma mulher ainda não identificada, e o prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra.
O nome do político mossoroense surgiu em diálogos interceptados entre sócios de uma empresa investigada. De acordo com o apurado pela polícia, além dos R$ 140 mil usados para a compra dos insumos hospitalares, outros R$ 130 mil seriam destinados como comissão para os sócios, R$ 40mil para uma mulher ainda não identificada, R$ 30 mil para a empresa e R$ 60 mil destinados ao prefeito de Mossoró.
Operação Mederi
O esquema é alvo da Operação Mederi, deflagrada nesta terça-feira pela Polícia Federal (PF), com o apoio da Controladoria Geral da União (CGU), e que cumpriu 35 mandados de busca e apreensão em endereços ligados a investigados por desvios de recursos públicos na saúde em cidades do Rio Grande do Norte. Um dos alvos de mandados foi o prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União Brasil), que teve um celular, um computador e dois HDs apreendidos em sua residência.
A investigação aponta que o esquema funcionava por meio de contratos para a compra de materiais médicos destinados a hospitais públicos. Segundo a PF, foram encontrados indícios de superfaturamento e pagamento por produtos que nunca chegaram a ser entregues. Em um dos endereços visados, os agentes localizaram dinheiro em espécie escondido dentro de uma caixa de isopor.
A defesa de Allyson Bezerra afirmou, por meio de nota, que não há qualquer elemento que vincule pessoalmente o prefeito ao caso e ressaltou que ele não sofreu medidas restritivas, permanecendo no exercício do cargo.
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