Por ser resistente a medicamentos, a espécie é chamada de superfungo e pode ser fatal, Foto: Reprodução
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) informou que foi notificada, na última terça-feira, sobre a suspeita de infecção pelo superfungo Candida auris em um paciente internado no Rio Grande do Norte. O órgão federal acompanha e supervisiona as ações adotadas pela Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap).
A Anvisa informou ainda que acompanha outros surtos no país. Até 31 de dezembro de 2025, foram registrados 45 casos em estados como Pernambuco e São Paulo. Em Pernambuco, dois casos seguem sendo monitorados em 2026. O órgão atua em conjunto com o Ministério da Saúde para conter a disseminação do fungo no território nacional.
Ainda segundo a Anvisa, a orientação repassada à unidade de saúde no Rio Grande do Norte inclui o reforço das medidas de controle de infecção, com ênfase na higiene das mãos, limpeza e desinfecção de superfícies, além do envio de amostras para um laboratório de referência.
De acordo com a Sesap, as recomendações já foram adotadas. As amostras coletadas foram encaminhadas para análise em um laboratório especializado em São Paulo, onde passarão por exames com tecnologia mais refinada para confirmação definitiva do diagnóstico.
O caso registrado no Rio Grande do Norte é de um homem de 58 anos, de nacionalidade espanhola, que vive há seis anos na Praia da Pipa, em Tibau do Sul. Portador de doença cardíaca crônica, ele está internado em um leito de isolamento no Hospital da Polícia Militar, em Natal.
Inicialmente, o homem deu entrada na unidade mista de saúde de Tibau do Sul no dia 1º de janeiro para tratamento cardíaco. No dia 17, foi transferido para o Hospital da PM. Após apresentar febre, exames laboratoriais foram realizados e, em 20 de janeiro, o Laboratório Central da Secretaria Estadual de Saúde confirmou a presença do fungo, conhecido pela alta resistência a medicamentos.
A Prefeitura de Tibau do Sul informou que não houve detecção do Candida auris no ambiente hospitalar do município nem em outros pacientes durante o período de internação. Como medida preventiva, profissionais de saúde que tiveram contato com o paciente estão sendo monitorados. A origem da contaminação ainda não foi determinada.
A Sesap segue com o rastreamento para identificar onde e quando ocorreu a infecção. Como o paciente não possui familiares no Brasil, o acompanhamento direto é feito exclusivamente pelas equipes de saúde, seguindo protocolos de segurança.
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