Autoridades do RN adotam protocolos reforçados para conter o risco de transmissão do Candida auris, identificado pela primeira vez no estado. | Foto: Getty Images
O RN confirmou o primeiro caso do “superfungo” Candida auris, gerando alerta nas autoridades de saúde. A infecção é conhecida por sua resistência a múltiplos medicamentos e pelo potencial de representar uma ameaça global. Segundo a Secretaria Estadual de Saúde (Sesap), o paciente é um homem de 58 anos, de nacionalidade espanhola, que mora na Praia da Pipa.
Ele apresenta doença cardíaca crônica e está internado no Hospital Central Coronel Pedro Germano, da Polícia Militar, em Natal, sob cuidados médicos em isolamento. O fungo foi identificado após a realização de dois exames no Laboratório Central do Estado (Lacen-RN).
A Sesap informou que o paciente está sendo tratado por outra enfermidade, e todas as medidas de contenção foram imediatamente adotadas para evitar que a infecção se espalhe entre outros pacientes e profissionais de saúde.
Historicamente, o primeiro caso do Candida auris no Brasil foi registrado na Bahia, em 2020. A detecção no RN reforça a importância do monitoramento constante e da preparação dos hospitais para conter o avanço de infecções resistentes a medicamentos.
Equipes hospitalares aplicaram protocolos de prevenção rigorosos, incluindo isolamento e desinfecção de equipamentos e superfícies, enquanto vigilâncias epidemiológicas monitoram contatos próximos do paciente. A Sesap ressaltou que a transmissão ocorre apenas por contato direto e não apresenta alta taxa de contágio.
O Candida auris foi identificado pela primeira vez no Japão, em 2009, e chegou ao Brasil em 2020, durante a pandemia de Covid-19. O fungo representa um desafio aos sistemas de saúde porque resiste a antifúngicos e consegue formar biofilmes, estruturas que aumentam sua sobrevivência em ambientes hospitalares e elevam o risco de contaminação.
O diagnóstico é complexo. Métodos laboratoriais comuns podem confundir o Candida auris com espécies menos perigosas. No RN, o Lacen-RN Dr. Adolfo Fernandes utilizou tecnologia avançada para identificar rapidamente o fungo. A confirmação final segue protocolo do Ministério da Saúde, com envio para laboratório de referência em São Paulo.
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