Declaração de Álvaro Dias sinaliza alinhamento com o grupo de Rogério Marinho e deixa prefeito de Mossoró fora do cenário projetado para 2026. | Foto: Reprodução

Política

Eleições 2026 Álvaro afirma segundo turno com o PT e descarta Allyson na disputa pelo Governo do RN

Pré-candidato diz que eleição de 2026 será polarizada entre seu grupo e o PT, alinhado ao senador Rogério Marinho e descartando terceira via

por: NOVO Notícias

Publicado 22 de janeiro de 2026 às 13:09

O ex-prefeito de Natal Álvaro Dias (Republicanos), recém-confirmado como pré-candidato ao Governo do RN, afirmou que a eleição de 2026 será decidida em um confronto direto com o PTs. Ao projetar que o segundo turno será disputado apenas entre o seu grupo político e o PT, Álvaro desconsidera a possibilidade de uma terceira via e ignora o prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União Brasil), que também se coloca como pré-candidato ao cargo.

A declaração, em entrevista a 96 FM nesta quinta-feira )22), marca uma das primeiras leituras públicas de cenário feitas por Álvaro após oficializar sua pré-candidatura. Segundo ele, o eleitorado potiguar deve repetir a polarização observada em disputas recentes, concentrando forças em dois campos políticos opostos.

Ao traçar esse cenário, Álvaro se posiciona como um dos polos da disputa, alinhado ao grupo político liderado pelo senador Rogério Marinho (PL), principal referência da oposição ao PT no estado. A avaliação reforça a estratégia desse campo de consolidar um embate direto com o grupo governista, sem abrir espaço para candidaturas intermediárias.

Do outro lado, o ex-prefeito aponta o grupo da governadora Fátima Bezerra (PT), que já lançou o secretário estadual da Fazenda, Carlos Eduardo Xavier, como pré-candidato ao Governo do RN. Na leitura de Álvaro, esse movimento consolida o PT como adversário direto no segundo turno.

Ao afirmar que a disputa final será apenas entre esses dois grupos, Álvaro e o campo político liderado por Rogério deixam fora do radar Allyson Bezerra, que tem buscado se apresentar como alternativa fora da polarização tradicional entre esquerda e direita.

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