Declaração do senador do PL reforça debate sobre um cenário político incomum no RN. | Foto: Andressa Anholete/Agência Senado
A renúncia da governadora Fátima Bezerra (PT) e a decisão do vice-governador Walter Alves (MDB) de deixar o cargo para disputar uma vaga na Assembleia Legislativa colocam o RN diante de um cenário político incomum: a possibilidade de uma eleição indireta para o comando do Executivo estadual.
Diante desse contexto, o senador Rogério Marinho (PL) afirmou que a oposição já admite esse caminho e defende a escolha de um governador de transição, a ser definido pela Assembleia Legislativa. Segundo ele, a situação foge ao modelo tradicional de sucessão e exige cautela nas articulações.
Com a vacância simultânea dos cargos de governador e vice, a definição do novo chefe do Executivo passa a depender do Legislativo estadual. Rogério afirmou que a oposição pretende aguardar a formalização das saídas para avançar nas conversas com partidos aliados.
O senador destacou o peso do PL na Assembleia Legislativa. Atualmente, o partido conta com sete deputados estaduais e pode ampliar a bancada para oito durante a janela partidária de março, com a possível filiação do deputado Adjuto Dias.
Hoje, a oposição soma 11 dos 24 parlamentares da Casa. Segundo Rogério, esse cenário permite diálogo com outras lideranças, incluindo o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Ezequiel Ferreira, com quem, de acordo com ele, já há tratativas em curso.
Para o senador, o eventual governador escolhido de forma indireta teria a missão de conduzir o Estado em um período de transição administrativa, com foco em ações pontuais para preparar o Rio Grande do Norte para o próximo ciclo de governo.
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