O RN registra aumento expressivo da população em situação de rua, reflexo de problemas estruturais que persistem no estado. | Foto: Julianne Barreto/Inter TV Cabugi

Cotidiano

Dignidade Número de pessoas em situação de rua dobra no RN em cinco anos

Número passou de 1.597 em 2020 para 3.345 em 2025, com Natal registrando alta ainda mais acentuada. Estado aparece entre os cinco do Nordeste com maior população de rua.

por: NOVO Notícias

Publicado 20 de janeiro de 2026 às 08:32

O RN registrou um aumento de 109,4% na população em situação de rua entre 2020 e 2025. Em números absolutos, o crescimento foi de 1.597 para 3.345 pessoas vivendo nas ruas em todo o estado.

Em Natal, o avanço foi ainda mais acentuado: a capital potiguar teve alta de 134,1% no mesmo período, confirmando uma tendência nacional de crescimento da população em situação de rua.

Os dados, obtidos pelo Observatório Brasileiro de Políticas Públicas com a População em Situação de Rua, ligado à Universidade Federal de Minas Gerais, mostram que entre 2020 e 2022 houve uma oscilação. Em 2021, durante o pico da pandemia de Covid-19, os números registraram uma redução temporária, mas a partir de 2023 o crescimento voltou a se intensificar.

RN entre os maiores do Nordeste

Em 2025, o Rio Grande do Norte foi o quinto estado do Nordeste com maior número absoluto de pessoas vivendo nas ruas, atrás apenas da Bahia, Ceará, Pernambuco e Maranhão. Os especialistas destacam que o ranking considera números absolutos, e não a proporção da população.

Fatores estruturais por trás do aumento

A Secretaria Estadual das Mulheres, Juventude, Igualdade Racial e dos Direitos Humanos divulgou nota afirmando que o aumento está ligado a problemas estruturais, como a falta de moradia digna, dificuldades de acesso ao trabalho, baixa renda e limitações na obtenção de benefícios sociais.

Segundo os pesquisadores da UFMG, o crescimento da população em situação de rua acompanha uma tendência observada em várias capitais brasileiras. Questões econômicas, sociais e políticas reforçam o quadro de vulnerabilidade, tornando a assistência pública um desafio permanente.

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