Com aval provisório da União Europeia, Brasil e Mercosul podem ampliar exportações de carnes, café e outros produtos agrícolas, enquanto regras protegem o agro europeu. | Foto: Arquivo
Empresas do agronegócio brasileiro já refazem seus planos após a assinatura do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia (UE). O tratado, selado após duas décadas de negociação, promete ampliar em até US$ 6,2 bilhões as exportações do setor até 2040, segundo estudo do Ipea.
A Villa Germania, maior produtora de carne de pato do país, projeta enviar 5 mil toneladas anuais para o mercado europeu até 2028. A empresa planeja investir R$ 25 milhões em adaptações e logística para atender à demanda, visando especialmente o consumidor francês.
No setor de carnes suínas, o acordo cria pela primeira vez uma tarifa preferencial para o Mercosul, com cota de 25 mil toneladas anuais. Já para a carne bovina, a previsão é viabilizar a venda de 99 mil toneladas por ano com tarifa reduzida.
Produtores de ovos e frutas também se movimentam. A Granja Faria já habilitou unidades para exportação, enquanto fruticultores de Petrolina vislumbram novas oportunidades. O Ipea estima que o acordo pode gerar um aumento de 2% na produção agrícola brasileira, equivalente a US$ 11 bilhões.
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