Área estratégica do Porto de Natal entra no radar de investidores e pode mudar a logística de cargas no RN nos próximos anos.
O Governo Federal confirmou para o dia 26 de fevereiro o leilão do Pátio Norte do Porto de Natal, uma das áreas mais estratégicas da estrutura portuária do RN. O arrendamento faz parte de um pacote nacional de concessões portuárias e prevê R$ 55,17 milhões em investimentos apenas em Natal. O contrato terá duração de 15 anos e será disputado por empresas interessadas em explorar uma área de 21 mil metros quadrados, voltada principalmente ao escoamento de minério de ferro.
A iniciativa coloca o Porto de Natal no centro das estratégias logísticas do país e abre caminho para ampliar a movimentação de cargas no estado, com reflexos diretos na economia potiguar. A confirmação foi feita nesta quarta-feira (14) pelo Ministério dos Portos e Aeroportos (MPOR), durante coletiva de imprensa em Brasília, conforme a Tribuna do Norte.
O Pátio Norte integra um bloco de quatro terminais marítimos que irão a leilão no mesmo dia. Além de Natal, há áreas incluídas em Macapá (AP), Porto Alegre (RS) e Recife (PE). Somados, os empreendimentos devem receber R$ 229 milhões em investimentos privados.
Segundo o ministro dos Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, o calendário federal prevê ainda mais de 40 leilões de portos e aeroportos ao longo de 2026, reforçando a política de concessões para modernização da infraestrutura logística brasileira.
Para a Companhia Docas do RN (Codern), o arrendamento do Pátio Norte é essencial. Segundo o diretor-presidente da estatal, Paulo Henrique Macedo, a concessão garante previsibilidade financeira e viabiliza investimentos de longo prazo no Porto de Natal.
Mesmo com o interesse prévio da Fomento, o processo será totalmente público. Outras empresas podem disputar a área em igualdade de condições. Caso o vencedor não seja quem elaborou o estudo, a empresa vencedora deverá ressarcir o valor investido no Evtea, conforme as regras do processo.
O estudo ainda passa por análises técnicas do MPOR, da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), por consulta pública e pelo Tribunal de Contas da União (TCU) antes da concessão definitiva.
Enquanto o Pátio Norte aguarda o leilão, o Pátio Sul do Porto de Natal já está em operação. A área vem sendo explorada pela empresa Top Link, criada pela Agrícola Famosa para atuar como operadora portuária.
A atuação ocorre por meio de um contrato de transição, que permite o uso do espaço por até 12 meses, com possibilidade de prorrogação, enquanto seguem os estudos e o processo formal de arrendamento, que pode levar até três anos devido às exigências técnicas e legais.
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