Com 69 reservatórios monitorados, o Rio Grande do Norte enfrenta cenário de atenção, típico do período seco, e precisa de planejamento e cuidado no consumo de água. | Foto: Reprodução

Cotidiano

Crise hídrica RN enfrenta escassez e reservatórios têm apenas 37,5% da água

Igarn alerta que 20 mananciais estão em situação crítica e reforça a importância do uso racional da água no estado

por: NOVO Notícias

Publicado 8 de janeiro de 2026 às 12:54

O Rio Grande do Norte acumula atualmente 37,53% da capacidade total em seus principais reservatórios, segundo o último levantamento do Igarn (Instituto de Gestão das Águas do RN), divulgado nesta terça-feira (7). O monitoramento acompanha 69 reservatórios que garantem a segurança hídrica da população potiguar.

O volume total armazenado soma 1.986.003.526 metros cúbicos, em um sistema que pode armazenar até 5.291.480.649 metros cúbicos. O instituto classifica o cenário como de atenção, comum no período de estiagem, e reforça a necessidade de uso consciente da água e acompanhamento constante dos níveis.

Situação dos principais mananciais

Entre os reservatórios mais importantes do estado:

  • Barragem Armando Ribeiro Gonçalves (Assú, Itajá e São Rafael) está com 44,61% da capacidade, totalizando 1.058.527.347 m³;
  • Barragem Oiticica (Jucurutu) registra 14,83% (110.119.785 m³);
  • Santa Cruz do Apodi possui 54,90% do volume;
  • Reservatório Umari (Upanema) acumula 52,30%;
  • Poço Branco (João Batista do Rego) está com 53,39% da capacidade.

O levantamento ainda revela que 20 reservatórios encontram-se em situação crítica, com menos de 10% da capacidade total, colocando algumas regiões em alerta. Estão neste cenário os açudes de:

  • Itans (Caicó) – 0,00%
  • Lulu Pinto (Luís Gomes) – 0,01%
  • Passagem das Traíras (São José do Seridó) – 0,03%
  • Brejo (Olho-d’Água do Borges) – 0,29%
  • Jesus Maria José (Tenente Ananias) – 0,33%
  • Esguicho (Ouro Branco) – 0,60% 
  • Mundo Novo (Caicó)  – 0,78% 
  • Sabugi (São João do Sabugi) – 1,03% 
  • Carnaúba (São João do Sabugi) – 1,84% 
  • Tourão (Patu) – 2,46% 
  • São Gonçalo (São Francisco do Oeste) – 2,57%
  • Gangorra (Rafael Fernandes) – 3,50% 
  • Apanha Peixe (Caraúbas) – 5,33% 
  • Inspetoria (Umarizal) – 5,52%
  • 25 de Março (Pau dos Ferros) – 5,52%
  • Bonito II (São Miguel) – 5,80%
  • Japi II (São José do Campestre) – 7,26%
  • Dinamarca (Serra Negra do Norte) – 8,30%
  • Boqueirão de Parelhas – Ministro João Alves (Parelhas) – 9,30%
  • Zangarelhas (Jardim do Seridó) – 9,32%

Uso racional e planejamento estratégico

Apesar de alguns mananciais estratégicos apresentarem mais da metade da capacidade, o quadro geral exige gestão integrada. O Igarn reforça que é fundamental manter monitoramento constante, planejamento coordenado entre órgãos gestores, comitês de bacias e municípios, e priorizar abastecimento humano.

O instituto lembra que o cenário reforça a importância do uso racional da água, principalmente durante o período seco, quando os mananciais do estado sofrem maior pressão.

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