Operação que apura descontos ilegais em benefícios previdenciários amplia o foco após análise de material apreendido. | Foto: Divulgação/INSS
A Polícia Federal passou a investigar menções ao nome de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, no inquérito que apura um esquema de fraudes em benefícios do INSS. As referências surgiram durante a análise de documentos e mensagens apreendidos ao longo da investigação. Diante do conteúdo identificado, a PF comunicou oficialmente o Supremo Tribunal Federal (STF). O caso está sob relatoria do ministro André Mendonça.
Segundo a Polícia Federal, o nome do filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva apareceu em documentos recolhidos durante operações de busca e apreensão. As diligências integram a Operação Sem Desconto, que investiga cobranças irregulares em aposentadorias e pensões.
As citações foram encontradas em endereços ligados a investigados. A existência das referências levou os investigadores a incluí-las como uma das linhas de apuração do inquérito.

De acordo com a PF, uma das frentes da investigação avalia se existe algum vínculo indireto entre Fábio Luís e o empresário Antônio Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, apontado como um dos principais alvos do esquema.
Nesse contexto, os investigadores também analisam a atuação da empresária Roberta Luchsinger, mencionada como pessoa próxima dos dois. A PF ressalta que, até o momento, não há conclusões, e as apurações seguem em andamento.
Antônio Camilo Antunes está preso desde setembro do ano passado. Segundo as autoridades, ele teria liderado um esquema milionário de descontos ilegais em benefícios previdenciários, sustentado pelo pagamento de propina a servidores públicos.
Na fase mais recente da operação, também foi preso Romeu Antunes, filho do empresário. Já na quinta etapa da investigação, deflagrada em dezembro, a PF cumpriu mandado de busca e apreensão contra Roberta Luchsinger, ocasião em que surgiram as referências analisadas agora.
Antes da divulgação das informações, a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS chegou a avaliar um pedido de convocação de Fábio Luís Lula da Silva, mas o requerimento acabou rejeitado. Um novo pedido pode ser reapresentado após o recesso do Congresso.
Em nota, a defesa de Fábio Luís afirmou que ele não possui qualquer relação direta ou indireta com os fatos investigados. O advogado Marco Aurélio de Carvalho declarou que o cliente acompanha o caso com tranquilidade e considera as menções uma tentativa de desgaste político.
Os advogados também informaram que pretendem pedir providências à direção-geral da Polícia Federal para apurar a origem dos vazamentos, apontados pela defesa como seletivos.
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