Movimento de pessoas e comércio foi normalizado na fronteira de Pacaraima, em Roraima. | Foto: Agência Brasil
A fronteira entre Brasil e Venezuela voltou a operar normalmente após um breve período de interrupção registrado logo depois da operação dos Estados Unidos que resultou na captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro. O fluxo de pessoas e veículos foi restabelecido em Pacaraima, no Norte de Roraima, principal ponto de ligação entre os dois países.
De acordo com informações apuradas no local, a circulação ocorre sem restrições. Há movimento regular tanto de venezuelanos entrando no Brasil quanto de brasileiros seguindo para o território venezuelano, sem registro de filas ou bloqueios.
O cenário na fronteira é descrito como tranquilo por agentes que atuam na área. Integrantes do Exército Brasileiro e da Polícia Federal confirmaram que a situação está normalizada, após um fechamento pontual ocorrido nas primeiras horas após a captura de Maduro, quando a passagem foi interrompida pelo lado venezuelano.
Com a liberação, o comércio transfronteiriço entre Pacaraima e Santa Elena de Uairén também voltou ao ritmo habitual. Venezuelanos foram vistos realizando compras no lado brasileiro, prática comum na dinâmica econômica da região.
Autoridades brasileiras seguem acompanhando os desdobramentos do cenário político na Venezuela e monitoram a possibilidade de aumento no fluxo migratório. Até o momento, porém, não há indícios de uma nova onda migratória relacionada aos acontecimentos recentes.
Desde 2017, o Brasil já recebeu cerca de um milhão de venezuelanos por meio da Operação Acolhida, programa federal voltado ao acolhimento, regularização e interiorização de migrantes e refugiados.
Na capital Boa Vista, venezuelanos foram vistos comemorando a captura de Maduro. O clima entre parte da comunidade é de expectativa por mudanças no cenário político, econômico e social do país vizinho.
O governo brasileiro informou que permanece atento à evolução da situação na Venezuela e aos possíveis reflexos na fronteira. A região, localizada a cerca de 200 quilômetros de Boa Vista, segue sob vigilância da Polícia Federal, da Força Nacional e das Forças Armadas.
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