Lançamentos norte-coreanos aumentam tensão regional em meio a agenda diplomática na Ásia. | Foto: Jung Yeon-je/AFP

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Internacional Coreia do Norte lança mísseis em dia de visita da Coreia do Sul à China e amplia tensão global

Disparos ocorrem após ataque dos EUA à Venezuela e elevam alerta na Ásia; Seul e Tóquio reagem

por: NOVO Notícias

Publicado 4 de janeiro de 2026 às 15:10

A Coreia do Norte lançou mísseis balísticos neste domingo, em um movimento que ampliou as tensões internacionais. Os disparos ocorreram no mesmo dia em que o presidente da Coreia do Sul, Lee Jae Myung, iniciou uma visita oficial à China, principal aliada de Pyongyang, e poucas horas após os Estados Unidos realizarem ataques à Venezuela.

De acordo com informações das autoridades regionais, ao menos dois mísseis foram lançados a partir da capital norte-coreana em direção ao mar entre a Península Coreana e o Japão. Essa foi a primeira ação do tipo em cerca de dois meses.

Os lançamentos ocorrem em um cenário de forte instabilidade global, intensificado após a ofensiva militar dos Estados Unidos contra a Venezuela, que resultou na captura do presidente Nicolás Maduro. A Coreia do Norte reagiu duramente à ação americana.

Em comunicado, Pyongyang afirmou que os EUA “violaram violentamente a soberania da Venezuela” e classificou a ofensiva como uma demonstração da “natureza desonesta e brutal” de Washington.

Recado político em meio à diplomacia asiática

O momento escolhido para os disparos não passou despercebido por analistas. O lançamento ocorreu horas antes do início da visita do presidente sul-coreano à China, encontro que tem como um dos objetivos discutir caminhos para a paz na Península Coreana durante reunião com o presidente chinês Xi Jinping.

Para o professor Lim Eul-chul, do Instituto de Estudos do Extremo Oriente, em Seul, a ação norte-coreana envia um sinal direto à China.

Segundo o especialista, os disparos representam uma mensagem para desencorajar laços mais próximos entre Pequim e Seul e reforçar a posição de Pyongyang contra iniciativas de desnuclearização.

Lim acrescenta que a Coreia do Norte também busca se diferenciar da situação venezuelana, apresentando-se como uma potência nuclear capaz de adotar uma postura de dissuasão agressiva.

Reação de Seul e Tóquio

A Coreia do Sul reagiu imediatamente. O gabinete presidencial informou que convocou uma reunião de segurança de emergência e cobrou que Pyongyang interrompa ações que violam resoluções do Conselho de Segurança da ONU.

O Japão também condenou os lançamentos. O ministro da Defesa japonês, Shinjiro Koizumi, afirmou que os disparos representam uma ameaça à paz regional e à segurança internacional.

“Nosso governo apresentou um forte protesto à Coreia do Norte e condenou veementemente essa ação”, declarou.

Posição dos Estados Unidos

As Forças dos Estados Unidos para o Indo-Pacífico afirmaram, em nota, que os lançamentos não representam ameaça imediata ao território americano, nem a seus aliados, mas confirmaram que Washington segue em consulta próxima com parceiros da região.

Especialistas avaliam que a sequência de eventos — envolvendo Venezuela, Ásia e potências globais — reforça um cenário de instabilidade crescente, com repercussões diplomáticas e estratégicas em diferentes partes do mundo.

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